FRASE:

FRASE:

"Se deres um peixe a um homem, vais alimenta-lo por um dia; se o ensinares a pescar, vais alimenta-lo a vida toda."

(Lao-Tsé, filósofo chinês do séc. IV a.c.)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

HOMENAGEM A UM GRANDE AMIGO

Hoje, alguns membros da blogsfera prepararam uma surpresa para um amigo.
Eu também entrei nessa, com poucas mas sinceras linhas!
Confiram em:

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

TRAPIZONGA, BABEL E REGIONALISMOS

Quando comecei a escrever, ia falar mais uma vez da Trapizonga. O que é Trapizonga? Bem, o nome correto é Large Hadron Collider (Grande Colisor de Hádrons), ou simplesmente LHC, um acelerador de partículas com circumferência de 27 km,  construído ao custo de US$ 8.000.000.000,00 na fronteira franco-suíça, onde cientistas de diversas nações pretendem simular condições similares às supostamente existentes no momento da criação do universo. Esta engenhoca bilionária começou a funcionar em março de 2010. Nosso amigo Jair convencionou chama-la simplesmente de Trapizonga.
Mas, acabei saindo pela tangente quando me ocorreu que este projeto poderia ser comparado a outro, iniciado há milhares de anos. E aí escrevi este trecho:

“Imagino como serão vistas pelos seres humanos de 10.000 d.c. as tentativas da ciência atrasadíssima de 2011 em determinar a origem do universo, com base nos seus limitados conhecimentos! Pareceremos tão ridículos como  nos parecem os construtores da torre de Babel!”

Bem, neste ponto, me desviei da trapizonga e passei a matutar sobre outra coisa relacionada com a torre de Babel.
A chamada torre de Babel, iniciativa dos descendentes de Noé, após o dilúvio, seria uma torre destinada a alcançar o céu, e portanto desvendar seus mistérios, permitindo que homens alcançassem os domínios de Deus e trocassem apertos de mão com os anjos. 
Talvez até pensassem em convida-los para uma partida de futebol, seguida de um churrasco!
Mas, segundo consta na bíblia, o Senhor providenciou para que os homens envolvidos na construção da torre se desentendessem, falando línguas e dialetos diferentes. A palavra “babel” significa confusão. Só então a torre passou a ter este nome.
Difícil se determinar quanto à exatidão de fatos tão antigos, mas não é difícil imaginar que, quando a necessidade de mão-de-obra aumentou, começaram a ser recrutados operários de diferentes regiões, cada grupo com seus dialetos locais, já que não havia rádio nem TV para pasteurizar e padronizar expressões idiomáticas, e as dificuldades de comunicação acabaram tornando o projeto inviável.

 A torre de Babel, em concepção artística: um projeto absurdo, pelos padrões de hoje. Mas, foi a dificuldade de comunicação entre seus construtores que interrompeu sua construção.

E isto me fez lembrar de um tempo nem tão distante quando ainda tinhamos expressões dialéticas regionais:
Eu, vindo de Porto Alegre, cheguei em S. Paulo em meados dos anos 60 e, em uma lanchonete, pedi uma “batida de banana”. O atendente fez uma cara meio feia e disse que “batida, só tinha de limão ou maracujá”. E achou que eu estivesse de sacanagem, pedindo batida de banana. Eu então expliquei como se preparava uma batida, com banana, leite e açúcar no liquidificador. Então fez-se a luz: “Ah! Você quer é uma vitamina!”
“Batida”, em S.Paulo e no "resto" do Brasil, era a mistura de cachaça com suco de frutas.
E assim, comecei a descobrir que ninguém lá sabia o que era uma “meia-taça”, mas pediam uma “média” de café com leite. (Lá também descobri que gosto tinha o verdadeiro café, pois lá no sul se bebia outra coisa com o mesmo nome!) 
Se quisesse comer uma boa "chuleta", fora da minha terra, tinha que pedir bisteca!
Uma colisão de carros em qualquer lugar podia ser uma “trombada” ou uma “batida”, mas nunca uma “pechada”, como lá em Porto Alegre!
E ninguém sabia que uma “fatiota” nada mais era do que o traje formal, calça e paletó do mesmo tecido com camisa social e gravata. E que um “carpim” era apenas uma meia masculina. Se a mãe ameaçasse o filho com uma “sumanta” estava falando de uma surra!
Para comprar o leite e o pão, ou ingressos para o cinema, só entrando na “bicha” (fila)!
Mas em S. Paulo, descobri que, só para eles, um sinal de trânsito era “farol”. Ultimamente, estão precisando mesmo de faróis na capital paulistana, pois os motoristas estão virando pilotos de barcos!
Mas, depois, fui para o nordeste e em Natal – RN, minha namorada caiu na risada quando um dia eu disse que ia para casa, descansar! Para eles, “descansar” era nada menos do que dar a luz a um filho!
Acho que todo o mundo sabe que na Bahia, comida é “quente” quando está apimentada!
Mas, em Recife-PE (ou como se diz por lá, “no Recife”), ninguém pedia carona a um colega, pedia “bigú”. Se o carro estivesse meio empenado, estava “troncho”. Um parafuso frouxo estava “folote”. Se alguém lhe desse uma fechada no trânsito e você quisesse comprar uma briga feia, era só chamar o outro motorista de “cabra safado”! Podia terminar até em morte!
Numa manhã, entrei numa lanchonete e pedi um suco de graviola. A atendente falou que só tinha suco “natural”. Eu disse que queria mesmo o suco natural, e o suco veio...na temperatura natural, ou seja quente! Ela explicou: - "O gelo ainda não chegou, só tem suco natural!"
Camundongo lá era “catita” e as comidas, tudo a mesma coisa com nomes diferentes: aipim era macaxeira, abóbora era gerimum, etc...
Em Curitiba, se eu pedia um cachorro-quente, o rapaz perguntava: com uma ou duas "vinas" (salsichas)?
Mas, a fruta que eu vi com mais nomes diferentes foi a tangerina: no Rio Grande do Sul “bergamota” ou “vergamota”, no Paraná era “mimosa”, em Pernanbuco “laranja-cravo” e em outros lugares “mixirica”!
E olhe que eu só falei de algumas regiões. Nem falei do norte nem do centro- oeste, onde também tinham expressões bem típicas. Também não citei expressões típicas do interior gaúcho, que não são usadas na capital.
Hoje, as redes nacionais de TV estão acabando com alguns regionalismos e padronizando a linguagem. As expressões válidas são as faladas por personagens de novelas!
Nem sei se isto é bom ou ruim, mas já vi uma placa de “tangerina” em uma prateleira num supermercado de Porto Alegre!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O UNIVERSO, GRÁTIS!

Na minha postagem Cultura Grátis, eu falei a respeito de coisas boas (e más) que existem nesta megacidade chamada internet. Aqui vai mais um exemplo do que existe de bom!


Tudo o que você queria saber, mas tinha medo de perguntar sobre astronomia e astrofísica, como as teorias do Big Bang e da relatividade, viagens no tempo, ou sobre o universo em expansão, está explicado e debatido em linguagem acessível no site ASTRONOMIA E ASTROFÍSICA! 
Publicado pelos conceituados professores Kepler de Souza Oliveira Filho e Maria de Fátima Oliveira Saraiva, ambos do Departamento de Astronomia do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o site é uma pequena enciclopédia cósmica, feito intencionalmente em linguagem acessível, permitindo a sua compreensão sem a necessidade de conhecimentos avançados de matemática. Um privilégio, achar tanta informação em português! 
As teorias mais aceitas para tentar explicar alguns fatos astronômicos estão lá, ao lado dos seus históricos e dos seus criadores ou proponentes.Lá, você pode ficar sabendo que a influência do efeito Doppler no espectro das galáxias, mostrando que elas estavam se aproximando ou se afastando de nós, foi descoberta em 1912 por Vesto Melvin Slipher. 
Também ficará conhecendo as descobertas de Edwin Powell Hubble, e entenderá porque o grande telescópio em órbita terrestre recebeu o seu nome. 
Porque o céu à noite é tão escuro, se existem estrelas em número bastante para torna-lo mais luminoso do que o sol? 
Como foi calculada a idade do universo? 
Como se determina a posição de um astro na esfera celeste? 
Lá, você encontrará a resposta para estas e outras perguntas, e ainda poderá ver a simulação gráfica das órbitas dos satélites do sistema GPS, das fases da lua e das leis de Kepler (Johannes Kepler, o astrônomo e físico alemão dos sécs. XVI e XVII).
Vale a pena conferir!

O endereço é :


domingo, 30 de janeiro de 2011

PLANOS E DECISÕES IRREVERSÍVEIS

Em 1519, o explorador espanhol Hernando Cortez, partindo de Cuba, chegou ao México, então habitado pelos astecas. Seu objetivo estava delineado: conquistar o império asteca e se apossar de todas as suas riquezas!
Como farejou dissidências entre seu pessoal, determinou que os navios que os haviam trazido fossem queimados, para que não houvesse a possibilidade de recuar.
Mais tarde, como bom conquistador da sua época, tomou como refém o imperador Montezuma, que o havia recebido com flores, destruiu e saqueou a capital Tenochtitlan e, com a ajuda de outros povos inimigos dos astecas, destruiu e saqueou todo o império asteca.

Mas,o fato de haver destruído seus navios após chegar, entretanto, tornou-se marcante, como uma prova de sua determinação, forçando seus homens a se concentrarem num único objetivo. Não haveria segunda chance! Vitória ou aniquilação! A dominação sobre os astecas passou a ser sua única chance de sobrevivência, e para Cortez, uma garantia de que todos dariam o melhor de si para atingirem um propósito.
De vez em quando, inadvertidamente, “queimamos os navios” e tomamos uma decisão que nos parece irrreversível. Colocamos todas as fichas em um número e contamos que vamos ter sucesso em uma empreitada.
Mas, na vida, parece que a única coisa certa é a sua própria incerteza.
É impressionante a forma como certas “linhas do tempo” são quebradas, e essas quebras nos arremessam para uma outra via, onde acabamos seguindo caminhos paralelos ou divergentes daquele que pretendíamos seguir!
Após algumas destas quebras, que fizeram minha vida dar “cavalos de pau”, como um fusca faria num pega dos anos 70, adotei uma linha diferente: hoje, prefiro planos a curto prazo. Mesmo porque, não sei até aonde vai a minha longevidade. Mas assim, tenho sido mais bem sucedido do que em outros tempos. E para certos pontos no desenvolvimento cronológico dos meus planos, coloco um operador “IF” (se). Se até aqui isto não foi alcançado então...e daí, surgem as alternativas!
Outras vezes, fico simplesmente ao sabor do vento, com a mente aberta, vendo aonde as correntes vão me levar...coisa típica de velhos preguiçosos, que não querem arcar nem com o peso de uma decisão, né?
Mas, na verdade, quando tenho que tomar uma decisão, é rapidinho, mesmo que seja a decisão errada!
Às vezes, fico matutando se Cortez tinha realmente avaliado que suas forças seriam capazes de levar a cabo seus objetivos, e tinha ele certeza da vitória, ou se preferia ser aniquilado a deixar de alcançar sucesso naquela primeira e única tentativa.
Para algumas pessoas, deve ser melhor morrer do que mudar de ideia...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

EQUIPE ASTERÓIDE

Acho que já é hora de apresentar minha equipe de redação, sem a qual este modesto e confuso blog seria inviável.


Estas são minhas simpáticas auxiliares: a srta. Réu, minha secretária executiva, já com dez anos na casa, tão dedicada ao trabalho que às vezes cai no sono na frente do monitor do computador. Mas, além desta dedicação, é uma tremenda gata!
Já minha agente de segurança, srta. Dolly, é uma jovem inexperiente (sete meses) e por isto, ainda é responsável por muitos alarmes falsos, acusando a presença de passarinhos, lagartixas e até formigas! Apesar desta carinha inocente, não passa de uma cadela!
E o pobre e velho chefão L.R. tem que lidar com todos esses caprichos e manias de suas auxiliares e inspiradoras!
 Depois de muito trabalho, minha dedicada secretária adormece na sua mesa!

E olhe que os antecedentes destas moças não são nada saudáveis: a srta. Réu, ainda adolescente, chegou numa noite sem ser convidada, depois de escalar um muro e um telhado, pular numa varanda e se intrometer sorrateiramente e sem pedir licença na sala onde eu assistia TV. Escolheu uma almofada e se acomodou na maior cara-de-pau, como se estivesse na própria casa! Bem, agora está mesmo! A explicação para o seu comportamento depois eu soube: ela já carregava um gatinho na barriga, provável causa de ter sido abandonada. Infelizmente, era sua primeira e única cria e nasceu morta, acho que prematura. Depois disso, levei-a a uma clínica veterinária, onde depois de tirar uma chapa de raios-X, fez um tratamento para eliminar gases no útero e depois foi esterilizada, conforme recomendação médica, e lógicamente, adotada!
Já a srta. Dolly teve origem nobre, filha de uma cadela  da raça cocker-spaniel inglês, verdadeira lady, muito bem educada que, ao que parece, se meteu com algum vira-lata, num romance tipo dama-e-o-vagabundo e essa parte da história acabou mal: o seu "compreensivo e humano" dono abandonou-a com os quatro filhotes nas proximidades de minha casa. Meu vizinho recolheu-a com sua prole e acabou me convencendo a ficar com um dos rebentos. Escolhi uma fêmea, pois os machos tem o hábito infeliz de fazer xixi nas rodas dos carros, causando ferrugem nos discos de freio, além de destruírem tudo o que é planta com suas "urinadinhas territoriais".
Peguei a menorzinha, que só vivia levando a pior na disputa com seus irmãos. O seu nome foi por causa do musical "Hello, Dolly". Eu escrevia Dóli, mas a veterinária escreveu no cartão de vacinas dela Dolly, e assim ficou registrada. Afinal, ela é de ascendência britânica!
Mas o verdadeiro final acabou sendo feliz, a lady e os filhotes restantes acabaram sendo adotados por alguém que tem um sítio e, segundo eu soube, está feliz com todo o restante da família!
Ás vezes me pergunto se não teria sido melhor que Dolly tivesse ido também com seus irmãos, para um lugar cheio de espaço e companhia. Mas, quando a vejo brincando, correndo e dando saltos como um cabritinho no meu quintal, ela também me parece muito feliz! E isto me dá momentos felizes!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

FILME: BARCO - INFERNO NO MAR (VERSÃO DO DIRETOR)

Até 1981, filmes sobre a ação de submarinos na II Guerra Mundial tinham um clássico como referência: O Mar é o Nosso Túmulo (Run Silent, Run Deep – EUA – 1958).
Então, foi lançado O Barco – Inferno no Mar (Das Boot – ALE – 1981), considerado hors concours o melhor filme sobre este tema.
Este filme tem uma história curiosa: sua filmagem rendeu diversas versões: a primeira foi para exibição em cinemas, com 150 minutos (1981); uma série de três episódios de 100 minutos, apresentada pela BBC (1984); uma série de 6 episódios de 50 minutos para a TV alemã (1988) (também apresentada no Brasil); a Versão do Diretor, em DVD, com 209 minutos (1997); e finalmente, em 2004 foi lançado em DVD a Mini-Série Sem Cortes, com 293 minutos, omitindo apenas as cenas repetidas dos capítulos anteriores, apresentadas na TV a cada episódio.
Essa análise é feita sobre a Versão do Diretor, em DVD, distribuída no Brasil pela Columbia Pictures, em widescreen 1.85:1, com trilha sonora em Dolby 5.1.
Apesar de tantas versões, quando o assistimos, o que vemos não é uma sucessão de recortes emendados sem continuidade, mas uma história que corre com fluidez e onde, apesar da longa duração, a ação surge a todo o momento, sem dar tempo para o tédio.
O filme ajudou a projetar o diretor Wolfgang Petersen no cenário mundial. A história se baseia no livro Das Boot, de Lothar-Günther Bucheim, onde ele conta a história de uma patrulha de guerra típica a bordo do submarino alemão U-96, durante a II Guerra.

Jürgen Prochnow: excelente, como o carismático capitão Willenbrock, do U-96.

O filme é protagonizado pelo excelente ator Jürgen Prochnow, no papel do carismático e seguro capitão Willenbrock, e Herbert Grönemeyer como o correspondente de guerra tenente Werner, que acompanha a viagem, documentando a missão, a exemplo do que o autor do livro fez na vida real. Klaus Wennemann é o primeiro-tenente chefe das máquinas e imediato do submarino.
A consultoria ficou a cargo de Heinrich Lehmann-Willenbrock, o verdadeiro comandante do U-96, e de Hans-Joachim Krug, imediato do U-219.

 O capitão Willenbrock (Prochnow) e o correspondente de guerra Werner (Grönemeyer) numa das tomadas externas.

A história se passa em 1941, durante a Batalha do Atlântico, quando a Alemanha tentava asfixiar as Ilhas Britânicas, cortando o seu fluxo de suprimentos vitais, que chegava exclusivamente pelo mar, na maioria em comboios com dezenas de navios, escoltados por contratorpedeiros.
Os submarinos alemães empregavam a tática chamada “alcatéia”, onde quem localizasse a presença de um comboio não o atacava imediatamente, mas comunicava sua posição e rumo a outros submarinos, que se reuniam numa emboscada.
Quando atacavam, de preferência à noite, o faziam de forma simultânea, de posições diferentes, torpedeando diversos navios e confundindo os contratorpedeiros de escolta.
Esta tática teve efetividade terrível no início da campanha, ameaçando a sobrevivência da Inglaterra. Por isto, os aliados empenharam todos os seus esforços e desenvolveram novas tecnologias e táticas, refreando o ímpeto dos chamados "lobos cinzentos". 
Na época abordada pelo filme, a maré já começava a mudar a favor dos aliados, e o U-96 enfrenta dificuldades para cumprir sua missão.
Em grande parte do tempo, a ação se passa no claustrofóbico interior do submarino. As cameras viajam como se fossem os olhos dos tripulantes, se deslocando pelos apertados corredores e compartimentos, captando a agitação e a tensão dos momentos mais críticos.
E podemos ter uma ideia do dia-a-dia da tripulação, confinada com seus problemas diários e sua intimidade exposta, num cubículo onde é impossível ter privacidade.

 A atmosfera tensa e claustrofóbica do interior do submarino é bem captada pelas tomadas da camera.
Ao contrário de outros filmes, os alemães não são os frios e estereotipados fanáticos nazistas de sempre, mas combatentes comuns, com idéias, temores e sentimentos próprios, capazes de tremer sob um ataque de cargas de profundidade e de se emocionar ao ver fotos da família. Apenas um dos integrantes da oficialidade é ostensivamente nazista, mas não parece entusiasmar outros membros da tripulação. Na realidade, seus colegas e o capitão não parecem leva-lo muito a sério.
O filme cita que, dos quase 40.000 marinheiros que foram para o mar na II Guerra a bordo dos submarinos alemães, 30.000 não voltaram, um índice de baixas superior ao de qualquer outra atividade bélica.
A versão cinematográfica do filme recebeu seis indicações para o Oscar 1982, nas categorias de melhor fotografia (Jost Vacano), melhor direção (Wolfgang Petersen), melhores efeitos sonoros (Mike Le Mare), melhor montagem (Hannes Nikel), melhor mixagem de som (Milan Bor, Trevor Pyke e Mike Le Mare) e melhor roteiro adaptado (Wolfgang Petersen), mas não venceu em nenhuma. Parece que um filme alemão, com heróis alemães, e falado em alemão não caiu tanto no agrado dos jurados americanos.
Em compensação recebeu diversos outros premios de órgãos mundiais ligados ao cinema, inclusive o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro de 1981 (EUA).
A trilha sonora é magnífica!

U-boot é o termo alemão para submarino (de unterseeboot, barco submarino). Mas os submarinistas alemães chamavam seu próprio submarino simplesmente de “boot” (barco). Das Boot significa simplesmente submarino, no jargão dos marujos. Mas, o título brasileiro adotou uma tradução literal e o título virou BARCO, acrescentando: Inferno no Mar.
Em Portugal, o título adotado foi: A ODISSEIA DO SUBMARINO U-96.
Definitivamente, a história não é sobre um “barco” qualquer, mas sobre um submarino! E na minha opinião, mais adequado do que “barco” seria SUBMARINO!

Nota adicional: Na redação original deste post, eu havia citado a presença da ex-chacrete Rita Cadillac fazendo uma ponta no filme, como garçonete. Entretanto, graças a um comentário recebido, revi as cenas e constatei que nenhuma das garçonetes é realmente a ex-chacrete, apesar de constar esse nome nos créditos. Na verdade, esta citação se refere ao nome artístico de uma "stripper", cantora e atriz francesa, já falecida, cujo verdadeiro nome era, segundo consta no site IMDB, Nicole Yasterbelski. Mais famosa na Europa como atriz de striptease, ela participou de diversos filmes europeus, principalmente policiais, nas décadas de 50-60. Possivelmente, foi ela quem inspirou o apelido da chacrete.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

TRAPALHADAS CIBERNÉTICAS

Meu primeiro contato “pessoal” com um computador foi em 1975, quando fui apresentado ao IBM 1130 da UNICAP, no Recife. Na época, um novo IBM 360 ainda estava encaixotado, aguardando os técnicos para a montagem.
Antes, já os conhecia de histórias de ficção-científica, alguns até com nome, como o HAL 9000 de 2001 – Uma Odisséia no Espaço.
Essas máquinas sempre exerceram atração e fascínio sobre mim, e assim que ficaram ao alcance dos seres comuns, em 1982, eu adquiri meu CP-200, na época uma pequena e empolgante maquininha, clone nacional do “ovo de colombo” montado por Sir Clive Sinclair, o ZX80, minúsculo computador pessoal, baseado no célebre processador Z80. 
 A genial criação de Sir Clive Sinclair: o Sinclair ZX80, com teclado de membrana flexível, estava ao alcance de qualquer um.
Os programas eram salvos e recarregados na fita cassete de um gravador portátil comum, e o monitor era uma velha TV P&B de 12 polegadas. Tinha a fantástica memória RAM de 16 kb! Neste pequeno vovô dos Pcs de hoje, cheguei a montar pequenas subrotinas auxiliares em linguagem de máquina. Mas, quem deu show nele foi mesmo o meu amigo Barcellos e seus geniais filhotes.
O Prológica CP-200: clone nacional do Sinclair, tinha 16 Kb de RAM, 8 Kb de ROM, gravava seus programas em um gravador cassete comum e usava uma TV como monitor.
Porque estou contando isto?
Bem, é que, apesar de, depois disto ter percorrido praticamente todos os passos da evolução cibernética (exceto os últimos), passando por máquinas baseadas no Tandy TRS-80, TRS Color, e finalmente os PCs, com toda a sua longa linhagem de processadores (alguns destes PCs eu mesmo montei para meu uso pessoal), ainda me vejo surpreendido pelas instabilidades no humor destas máquinas “pensantes”. Mas, isto ocorre principalmente por características inusitadas dos softwares usados para que possamos interagir com tais máquinas.
Ontem à noite, após um apagão de 7 horas, cortesia da Light, (coisa que se repete a cada vez que chove ou venta, o que não é raro numa zona tropical nesta época), eu estava dando os retoques finais na sinopse de um filme para publicar neste blog, usando o editor do blogsot quando, já no finalzinho, resolvi mudar um parágrafo explicativo do início para o final do texto. Mas, quando fui selecionar o texto, algum mau contato no botão do mouse fez metade da parte que eu pretendia selecionar se deslocar, trocando de lugar e embaralhando tudo! Eu cliquei na setinha curva para reverter e então...todo o texto sumiu! Tentei mais uma vez e...nada! Recarreguei o texto novamente, e ele veio vazio, pois já havia sido salvo automaticamente...vazio, é claro! E assim, lá se foi tudo!
Quase tudo o que o computador faz por conta própria, mais cedo ou mais tarde acaba ferrando o ser humano! Que o diga o poderoso HAL 9000!
Assim, se isto serve de consolo para a Rê e outros que se julgam BIOS, coisas como esta acontecem até nas melhores famílias informáticas...
Textos, agora, só no BR Office. Depois de pronto, vai para o blog!
Estou reescrevendo a sinopse, e acho que está ficando bem melhor do que estava!
Esta postagem serve para “encher linguiça” enquanto eu termino!
Abraços a todos!