FRASE:

FRASE:

"Se deres um peixe a um homem, vais alimenta-lo por um dia; se o ensinares a pescar, vais alimenta-lo a vida toda."

(Lao-Tsé, filósofo chinês do séc. IV a.c.)

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quinta-feira, 5 de junho de 2014

UM VISITANTE DO BARULHO

Para não ter que falar de coisas detestáveis que estão acontecendo, destaco um visitante que chegou bem cedo nesta manhã e me acordou com muito barulho...

 Seja sempre bem vindo (não dentro de casa, é claro!)...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

VISITANTE NATALINO

25 de dezembro de 2011.
Ontem, no dia do Natal, meu compadre apareceu aqui em casa para ajudar a eliminar os restos da ceia natalina: pernil, bacalhau, rabanadas, etc.
E de passagem, conseguiu a mágica de “ressuscitar” o meu computador desktop, que estava em coma há uns seis meses. Em determinado momento, em meados deste ano, após ser desligado normalmente no dia anterior, ele simplesmente ignorara o meu toque no botão.
Eu comentei com ele este caso, e ele se prontificou a levar a fonte de força para testar no seu trabalho, e se constatase a pane, eu compraria uma nova e estaria tudo resolvido, pois eu teria acesso aos meus arquivos inertes.
Porém, antes de retirar a fonte, ele sugeriu que tentássemos liga-lo na tomada uma última vez. Fui buscar o cabo de força, e com o micro aberto, liguei na tomada e apertei o botão: aleluia!
A magia do Natal apareceu e o micro voltou à vida!
Não sei no que ele mexeu enquanto eu fui buscar o cabo, nem quero saber...
Completamos colocando o monitor e os periféricos usuais e pude constatar que tudo estava normal.
Mas dali a pouco, ouvi minha cadelinha Dolly, no quintal, começar a latir com fúria inusitada, o que não era comum! Estava numa passagem estreita do lado sul da casa e eu abri a janela para ver o que seria...
Qual não foi minha surpresa ao ver que o motivo de sua bronca era uma jibóia (Boa constrictor amarali, natural da região) de mais de dois metros, tentando forçar passagem, rumo a porta da área de serviço, que aliás estava fechada!

Apesar de ainda não ser das maiores, esta jibóia pode assustar os menos avisados, e já poderia muito bem dominar e devorar pequenos animais domésticos! Como referência, as peças do piso medem 23 cm de lado. (Clique para ampliar)

Corri e abri a porta, para resgatar Dolly, que se recusava a abandonar o posto. Na verdade, tive que carrega-la para poder tranca-la na área de serviço. Mesmo sendo a jibóia uma cobra não venenosa, uma eventual mordida com dentes infectados não seria nada salutar pra o pobre animalzinho.
Este exemplar já não era apenas um filhote, como o que apareceu em abril deste ano, e que foi objeto do meu post SINAIS DOS TEMPOS, de 20 de junho de 2011, e já parecia bem capaz de encarar animais pequenos como a minha cadelinha... Provavelmente, viveu algum tempo nos fundos do meu quintal.
Apanhei um balde tamanho grande e, com um ancinho e um cabo de vassoura, conseguimos erguer a cobra e coloca-la no balde.
Passamos o cabo de vassoura na alça do balde e juntos conseguimos erguer para transportar. A bichinha era bem pesada...
Ela foi levada ao viradouro do final da rua, onde começa uma área de reserva ambiental, e logo que virei o balde de lado, farejou o cheiro da mata, se desenroscou e se embrenhou no meio do capim alto com velocidade surpreendente! 

Pela segunda vez, minha pequena e valente Dolly encarou uma jibóia, e esta já de um tamanho bem apreciável...(Clique para ampliar)

Pelo seu ato de bravura e dedicação no cumprimento do dever, concedi à Dolly a Medalha de Honra da Coragem Canina...e uma dose extra de ração!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

SINAIS DOS TEMPOS

A respeito da minha última postagem, PAGANDO MICO, o meu amigo Jair, sempre atento e crítico dos sintomas que surgem, me chamou a atenção para algo que realmente está acontecendo: cada vez mais vemos animais silvestres se aproximando do habitat dos homens! Ou será o contrário?

Na noite de 30-abr-2011, minha cachorrinha Dolly cercou este filhote de jibóia, passeando no meu quintal. Pouco depois, eu a libertei junto ao morro que começa no final da minha rua. (Clique para ampliar)

É aí que entra a clareza de visão do meu amigo: o que na realidade ocorre é uma consequência da ocupação pelo homem de áreas que serviam de habitat e refúgio para espécies silvestres!
Nós é que estamos invadindo o território destes animais e frequentemente, lhes tirando suas fontes de alimentação e abrigo.
Aqui onde moro, apesar de estarmos no centro de áreas bastante povoadas, as sempre presentes cristas de morros, características da geografia local do Rio, por sua configuração acidentada, ainda mantém restos de vegetação, árvores, alguns capões de mato e até nascentes, timidamente escondidas, às vezes só percebidas nas estações mais amenas. 

 Este fio d'água normalmente vem de uma nascente, porém nesta foto aparece engrossado pela água da chuva. Fica a menos de cem metros do meu portão. (clique para ampliar)

E é nessas áeas que esses animaizinhos fazem uma verdadeira ginástica para se manterem e reproduzirem, meio escondidos da presença nem sempre amigável do temível bicho-homem.
Aos poucos, começam a se aventurar, já quase acostumados com os barulhentos e poluidores bípedes que se dizem donos do planeta (citação do Jair).
Além dos urubus, que se encarregam de fazer a limpeza nos restos de macumbas e carcaças de animais, e das maritacas, velhas conhecidas, que vem em grandes bandos de até 30 aves, fazendo sua algazarra característica, tenho notado a presença de gaviões, em uma ocasião recebi a visita de um grande carcará, um filhote de jibóia, descoberto pela minha fiel e barulhenta Dolly, casais de papagaios e os tais miquinhos, cuja aparição não foi a primeira. Já presenciei atravessarem a rua deslizando agarrados nos cabos de energia elétrica, e uma vez um "garotinho" ficou meio encurralado no telhado da minha garagem, meio sem opção de fuga. Coisas de adolescente...
Os gambás também apareciam sempre, até que achei alguns deles mortos, sem dúvida vítimas do veneno proibido mas sempre presente, o  tal "chumbinho" que alguns insistem em usar para matar os ratos que surgem, atraídos pelos detritos e lixo que  os seres humanos deixam acumular nos fundos dos seus quintais. Este maldito veneno, as vezes colocado em restos de comida por pessoas sem critério, matam gatos, gambás e até cães.
Os bichinhos estão perdendo a guerra...Nem o Curupira dá jeito...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

EQUIPE ASTERÓIDE

Acho que já é hora de apresentar minha equipe de redação, sem a qual este modesto e confuso blog seria inviável.


Estas são minhas simpáticas auxiliares: a srta. Réu, minha secretária executiva, já com dez anos na casa, tão dedicada ao trabalho que às vezes cai no sono na frente do monitor do computador. Mas, além desta dedicação, é uma tremenda gata!
Já minha agente de segurança, srta. Dolly, é uma jovem inexperiente (sete meses) e por isto, ainda é responsável por muitos alarmes falsos, acusando a presença de passarinhos, lagartixas e até formigas! Apesar desta carinha inocente, não passa de uma cadela!
E o pobre e velho chefão L.R. tem que lidar com todos esses caprichos e manias de suas auxiliares e inspiradoras!
 Depois de muito trabalho, minha dedicada secretária adormece na sua mesa!

E olhe que os antecedentes destas moças não são nada saudáveis: a srta. Réu, ainda adolescente, chegou numa noite sem ser convidada, depois de escalar um muro e um telhado, pular numa varanda e se intrometer sorrateiramente e sem pedir licença na sala onde eu assistia TV. Escolheu uma almofada e se acomodou na maior cara-de-pau, como se estivesse na própria casa! Bem, agora está mesmo! A explicação para o seu comportamento depois eu soube: ela já carregava um gatinho na barriga, provável causa de ter sido abandonada. Infelizmente, era sua primeira e única cria e nasceu morta, acho que prematura. Depois disso, levei-a a uma clínica veterinária, onde depois de tirar uma chapa de raios-X, fez um tratamento para eliminar gases no útero e depois foi esterilizada, conforme recomendação médica, e lógicamente, adotada!
Já a srta. Dolly teve origem nobre, filha de uma cadela  da raça cocker-spaniel inglês, verdadeira lady, muito bem educada que, ao que parece, se meteu com algum vira-lata, num romance tipo dama-e-o-vagabundo e essa parte da história acabou mal: o seu "compreensivo e humano" dono abandonou-a com os quatro filhotes nas proximidades de minha casa. Meu vizinho recolheu-a com sua prole e acabou me convencendo a ficar com um dos rebentos. Escolhi uma fêmea, pois os machos tem o hábito infeliz de fazer xixi nas rodas dos carros, causando ferrugem nos discos de freio, além de destruírem tudo o que é planta com suas "urinadinhas territoriais".
Peguei a menorzinha, que só vivia levando a pior na disputa com seus irmãos. O seu nome foi por causa do musical "Hello, Dolly". Eu escrevia Dóli, mas a veterinária escreveu no cartão de vacinas dela Dolly, e assim ficou registrada. Afinal, ela é de ascendência britânica!
Mas o verdadeiro final acabou sendo feliz, a lady e os filhotes restantes acabaram sendo adotados por alguém que tem um sítio e, segundo eu soube, está feliz com todo o restante da família!
Ás vezes me pergunto se não teria sido melhor que Dolly tivesse ido também com seus irmãos, para um lugar cheio de espaço e companhia. Mas, quando a vejo brincando, correndo e dando saltos como um cabritinho no meu quintal, ela também me parece muito feliz! E isto me dá momentos felizes!