FRASE:

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"Se deres um peixe a um homem, vais alimenta-lo por um dia; se o ensinares a pescar, vais alimenta-lo a vida toda."

(Lao-Tsé, filósofo chinês do séc. IV a.c.)

terça-feira, 14 de junho de 2011

HISTÓRIA: BADER, O CAÇADOR DO IMPOSSÍVEL

Em 1941, durante a II Guerra, sobre o litoral da França, o piloto de um avião de caça Spitfire Mk. V da RAF (Real Força Aérea Inglesa), desgarrado de seu esquadrão, atacou sozinho uma formação de seis caças alemães Messerschmitt Me-109E!
Com a vantagem da surpresa, abateu dois deles, mas ao desviar-se de outros dois, sentiu um impacto e ele julgou ter colidido com um terceiro. O Spitfire teve a cauda decepada, e ele teve que saltar de paraquedas sobre o território ocupado pelos alemães.
Capturado, foi levado para o hospital militar de St. Omer,  na França ocupada, pois apresentava lesões graves. Naquele hospital, um médico alemão que o examinou ficou estupefato ao constatar que ele havia perdido as duas pernas! E mais que isso: ambas estavam cicatrizadas, mostrando que o trauma ocorrera há muito tempo!
Mas, quando a notícia se espalhou, o piloto inglês logo começou a receber visitas dos grandes ases da aviação de caça alemã servindo naquela área!
Todos sabiam quem ele era e queriam ver o piloto inimigo: tratava-se do Wing-Commander (*) Douglas Bader, um dos maiores ases e comandantes de caças daquela fase da guerra, apelidado por seus colegas “tin legs” (pernas de lata)!

 Bader, desembarcando de seu Spitfire V "Dogsbody", em Tangmere, onde comandava três esquadrões . Como wing-commander, tinha o privilégio de usar as iniciais do seu nome como código de chamada do seu avião.

A história de Douglas Bader (báder, não “beider”) é um dos mais fortes exemplos de determinação e superação humana!
Quando cursava a academia militar de Cranwell, apesar de ser um excelente atleta em diversas modalidades esportivas, como críquet, rugby, hockey e boxe, vivia sendo repreendido por fugas e indisciplinas, até que foi ameaçado de desligamento. Aí, ele mudou, e tornou-se mais contido, pois não queria de forma alguma ser excluído.
Foi declarado Pilot-Officer (aspirante) em 1930, como segundo da sua turma, e designado para servir no esquadrão 23 de caças. Lá, logo estava na equipe acrobática do esquadrão, fazendo exibições públicas. Contudo, eram proibidas acrobacias abaixo de 610 metros de altitude. Bader frequentemente desobedecia a essa proibição.
Após uma dessas apresentações, ele e mais dois colegas foram até ao campo de Woodley, visitar o irmão de um deles, mas voavam Bristol Bulldogs, aviões diferentes dos usados nos shows.
Provocado por um jovem presente no local, acabou cedendo e concordando em fazer algumas acrobacias no Bulldog. Numa delas, executou um voo rasante invertido sobre o campo de pouso.
Algo saiu errado, o avião perdeu sustentação, e se precipitou sobre a pista, num grave acidente. Em consequência, o aspirante teve que amputar a princípio uma das pernas, e depois também a outra, a direita acima do joelho, e a esquerda 15 cm abaixo. Após algum tempo, recebeu próteses metálicas, mas mesmo assim, segundo os médicos, deveria andar apoiado numa bengala, depois que aprendesse a andar novamente.
Mas, Bader voltou a mostrar seu espírito rebelde e teimoso e, depois de muito suor e muitos e muitos tombos, conseguiu andar, um tanto desajeitadamente, sobre suas pernas de lata!
Foi desligado do voo e designado para uma função em terra, mas de vez em quando fazia voos clandestinos, mostrando que era capaz de faze-los. Porém, quando isto chegou aos ouvidos de seus superiores, ele acabou passando para o quadro de inativos, definitivamente afastado da RAF!
Impensável admitir como piloto militar um homem sem as duas pernas e ainda por cima indisciplinado! Os aviões eram (e ainda são) pilotados com o corpo inteiro, usando ambos os braços e mãos, pernas e pés. Os pés acionam os pedais do leme, para mudar a direção do avião, e acionam os freios das rodas.
Após algum tempo, conseguiu emprego na distribuidora de combustíveis Shell. Em 1935, casou-se com a jovem Thelma, que o acompanharia até a morte dela, em 1971.
Mas a guerra, que via de regra só traz infortúnio e tragédias, acabou abrindo a alternativa para uma incrível virada na vida de Bader! Ele já andara procurando antigos chefes e colegas com tentativas de reintegração, todas recusadas lacônicamente! A RAF estava de saco cheio daquele jovem inválido e chato, que insistia em querer o impensável!
Porém, a coisa começou a ficar nebulosa no oeste europeu. E em setembro de 1939, a avalanche nazista se abateu sobre a Polônia, ignorando as advertências e acordos firmados com os ingleses e seus aliados.
A Inglaterra logo estava em guerra com a Alemanha, e já estava reunindo equipamentos e treinando homens e mulheres para enfrentar um conflito de grandes proporções!
E uma das carências eram os pilotos! Foi criado até um quadro para pilotos femininas, pois essas mulheres poderiam fazer o translado de aeronaves das fábricas para as unidades aéreas, liberando os homens para pilotar exclusivamente os aviões em combate.
E, no meio deste clima, havia um piloto brevetado, de reconhecida capacidade, que talvez servisse para alguma coisa!
Assim, finalmente, os requerimentos de Bader foram aceitos! Ele se apresentou para testes, foi avaliado como tendo capacidade total e, com o apoio de seus antigos colegas de turma, já em postos intermediários, ele voltou a pilotar caças! Seus pés ainda não eram capazes de acionar os freios, mas os caças daquela época já incorporavam freios manuais no manche.
Numa unidade de atualização reencontrou colegas de turma e de academia, alguns já squadron-leaders (majores), enquanto ele era o aspirante-a-oficial mais velho da RAF!
Em 27 de novembro de 1939, quase exatamente dez anos após o acidente, ele solou novamente um avião! E neste voo, deu novamente um rasante invertido, sendo desesperadamente advertido pelo intrutor-chefe!
Logo, pilotou um bombardeiro monomotor Fairey Battle, familiarizou-se com os instrumentos e comandos de aviões modernos, como hélices de passo variável e trens de pouso escamoteáveis.
Servindo no esquadrão 222 em Duxford, logo num dos primeiros voos se acidentou com um Spitfire, ao tentar decolar com as pás da hélice em ângulo errado.
Isto chegou aos ouvidos de seu comandante Leigh-Mallory, que mesmo assim o promoveu a flight-leader (tenente-aviador).
Em maio de 1940, foi enviado para a Batalha da França, e protegendo as concentrações de tropas em retirada, abateu seu primeiro avião inimigo, um caça Messerschmitt Me-109 sobre Dunquerque.
Depois da queda da França, ele subiu rapidamente de posto, como é usual em tempos de guerra, e ao início da Batalha da Inglaterra, em setembro, ele já comandava um esquadrão.
Os alemães planejavam invadir as Ilhas Britânicas para consolidar seu domínio sobre a Europa Ocidental, mas antes, precisavam destruir a RAF. Para isto, possuiam naquela frente mais de 2.500 aviões de diversos tipos, principalmente caças e bombardeiros. Para se defender, a RAF contava com um número inicial de aprox. 600 caças de primeira linha. 

 Na Batalha da Inglaterra, Bader pilotou o caça Hurricane da Hawker, com bastante sucesso, tornando-se um ás.

Durante a Batalha da Inglaterra, Bader advogou o emprego de concentrações cada vez maiores de caças contra as incursões aéreas alemãs, com decolagem antecipada e maior autonomia decisória para os comandantes das formações aéreas.
Isto era arriscado, pois se os alemães usassem táticas de diversão, poderiam atrair a maioria dos aviões ingleses para um engôdo, atacando com a força principal somente quando os caças ingleses já estivessem quase sem combustível.
Mas, as táticas sugeridas por Bader foram aprovadas pelo comandante dos caças Leigh-Mallory, tiveram bom resultado, e, ao final da batalha, em outubro de 1940, os alemães desistiram de invadir a Inglaterra. A essa altura ele já havia abatido  pessoalmente mais de 20 aviões alemães!
A RAF começou a assumir ações ofensivas, enviando grupos de bombardeiros escoltados por caças através do canal, atingindo alvos na Europa ocupada e atraindo os caças alemães para o combate.
Em março de 1941, Bader fora promovido a wing-commander (tenente-coronel) e, com base em Tangmere, comandava os esquadrões 145, 610 e 616, todos equipados com Spitfires VB (cinco-B), armados com dois canhões de 20 mm e quatro metralhadoras .30.
Todos menos um: Bader voava um modelo VA, sem canhões e com oito metralhadoras .30, como os modelos antigos! Seu avião, como permitido para os comandantes-de-ala, ostentava as suas iniciais DB na lateral, e era identificado pelo codinome “dogsbody”.
E foi numa dessas incursões que Bader, após uma escaramuça, se viu sozinho na retaguarda de seis caças alemães.
Recentemente, surgiram hipóteses de que não houve realmente a colisão, tendo em vista que não há nenhum registro de que algum caça alemão tenha sofrido tal acidente (certamente ficaria muito danificado e também cairia).
Há possibilidades de que ele tenha sido atingido por fogo dos canhões de outro caça inglês, que atacava a mesma esquadrilha alemã e visava um dos Messerschmitts, ou por outro caça alemão, já que antes de saltar, ele conta ter visto um Me-109 passar bem perto, coincidindo com o relato de um piloto alemão, que abateu um Spitfire naquele mesmo dia. O ás alemão Gen. Adolf Galland sempre sustentou que ele foi abatido por um suboficial alemão da mesma esquadrilha que atacou.

Pintura de Frank Wootton, de 1978: Bader alija o canopy do Spitfire para saltar, enquanto um Messerschmitt, supostamente o que o abateu, passa perto!

Após o impacto, ele ficou com as pernas artificiais presas nos pedais, e separou-se delas para poder saltar de paraquedas.
Os alemães recuperaram uma das próteses que caira num campo, desamassaram-na, e ele pode usa-la. Mais tarde, aviões ingleses, a pedido dos alemães, lançaram de paraquedas uma nova prótese para a outra perna.
Mas, em retribuição a esta gentileza, ele fugiu e foi recapturado diversas vezes, sendo finalmente transferido para o castelo-prisão de Colditz, na Alemanha, onde ficou por três anos até ser libertado pelos aliados em 1945.

Sir Douglas Robert Steuart Bader (21/10/1910 - 05/09/1982) 
Foto dos anos 70.
Depois da guerra, ele voltou a trabalhar na Shell, foi voluntário numa organização que dava apoio à pessoas com membros amputados e assumiu posições políticas bastante polêmicas.
No pós-guerra, ele visitou, num campo de concentração inglês, alguns pilotos alemães prisioneiros, inclusive Hans-Ulrich Rüdel, que também voou parte da guerra com uma perna amputada. Mais tarde, ele escreveu o prefácio do livro de Rüdel, TROTZDEM, publicado no Brasil pela editora Flamboyant, com o título PILOTO DE STUKA. E não se abalou mesmo após saber que Rüdel era agora líder neonazista.
Aliás, suas posições ultradireitistas causaram bastante polêmica nos anos posteriores. Bader não era decididamente uma pessoa simpática, nem “politicamente correto”. Entre outras, apoiava o internacionalmente repudiado regime da Rodésia, e era a favor de restrições aos imigrantes no Reino Unido. Sua idéias eram expostas com bastante ênfase, para não dizer agressividade.
Voltou ao emprego na Shell, onde já trabalhara antes, ao mesmo tempo em que era voluntário em uma instituição de apoio a pessoas que passaram por amputação de membros. Por esta atividade, recebeu da Rainha Elizabeth, em 1976 o grau nobiliárquico de Cavaleiro.
Convidado a um encontro na Alemanha com a presença de inúmeros veteranos de guerra da Luftwaffe, ele declarou durante o evento: “Meu Deus, eu não imaginava que haviamos deixado escapar vivos tantos desses bastardos!”
Sua biografia foi publicada em 1954 pelo jornalista Paul Brickhill, com o título REACH FOR THE SKY (publicada no Brasil pela ed. Nova Fronteira, com o título: Bader- O Conquistador do Céu). 
Um filme com o mesmo título original foi foi lançado em 1956 na Inglaterra, com Kenneth Moore no papel de Bader.
Bader faleceu em 5 de setembro de 1982, de ataque cardíaco, aos 72 anos, deixando viúva sua segunda esposa, Joan Murray.
Apesar de ser um exemplo de superação, pela maneira como enfrentou a adversidade, Bader ao que parece, nunca se empenhou em ser uma figura simpática.

(*) O posto de wing-commander (comandante-de-ala) na RAF, é equivalente a tenente-coronel.

19 comentários:

  1. Excelente Leonel,
    Apesar de eu já conhecer a história toda do Bader, gostei imensamente da maneira que você a recontou, sem firulas e com alguma crítica. Quando um amigo meu, piloto da FAB que morava aí na Ilha do Governador, perdeu uma perna num acidente de moto, eu o presenteei com o livro sobre a vida de Douglas Bader. Abraços, JAIR.

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  2. Olá meu grande amigo Leonel!
    Sempre gostei de ler sobre história. Pois é a história que fez as nações e nós fazemos parte de uma história. Ainda bem que o descobri neste mundo dos blogueiros, pois assim, terei mais riqeza sobre a história. Vc as conta muito bem!

    Um abração.

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  3. Leonel,

    Que espetáculo de narrativa!
    Uma pesquisa e tanto meu amigo!
    Estou copiando e mandando por mail para meu tio que ama uma história destas, mas que não gosta de frequentar blogs....(pode?)
    Gostei muito!

    Beijinhos,

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  4. - Gostei imenso de conhecer em detalhes uma história de superação que eu só conhecia por alto! Valeu, Leonel.
    - Abraços.

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  5. Pelo jeito o Bader não era conquistador só do Céu, mais de seus sonhos.
    Dou valor Leonel!
    Bom saber e conhecer pessoa que serve de exemplo de determinação e superação.
    Boa noite!
    Carla

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  6. Leonel não imagino como somem seus comentários, infelizmente. Imagina vc que lembrei de vc na história exatamente por causa do piloto..kkkk

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  7. Realmente um exemplo de superação a ser seguido, já tinha ouvido falar no nome dele em um jogo de computador bem antigo, época do 386, um simulador de combate aéreo da segunda guerra mundial, uma das missões contra os alemães é o Bader que comando a missão :-)

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  8. Sempre que escreve sobre aviões, batalhas e guerras fico imaginando você e seus amigos...podia nos contar as suas histórias. Aposto que tem várias e ótimas!
    Beijuuss, amigo, n.a.
    Adorei a frase. Obriagada!

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  9. Olá meu amigo!

    Venho agradecer o seu carinho no Alma e comigo!

    Deixo o meu forte abraço e agradeço tbm por nos permitir vivenciar com vc, um passado tão bem contado ilustrado!

    Abraços meu amigo espero por vc no Alma!

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  10. Regina, eu não vivi histórias tão épicas como estas que publico no blog; no máximo tenho a recordar algumas histórias meio engraçadas e outras envolvendo assuntos muito técnicos e conflitos pessoais.
    Mas, eu gosto de dividir fatos que me causaram alguma impressão.
    Abraços!

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  11. Não seja por isso Leonel. Eu que devo agradecê-lo por ser espirituoso e assim especial para mim.
    Beijos!

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  12. E vc era mesmo um´piloto Leonel? Imagina o meu primeiro e único amigo piloto.

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  13. Carla, eu não fui piloto, porque na minha época, para ser piloto tinha que ter visão 100%, o que não era o meu caso.
    Desempenhei atividade técnica e depois gerencial na aviação e acumulei algumas horas como eventual tripulante. OK?
    Mas, amo e sempre amarei a aviação!
    Abraços!

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  14. Uma senhora história de superação. Você falou aí que ama e sempre amará a aviação? Jura? Rsrsrs... Isso é evidente em cada palavra escrita sobre esse tema. Admirável!

    Assino abaixo do pedido de Regina, acho que vc e o bruxo tem história no mínimo divertidas pra contar...

    Beijo,Leonel.

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  15. Oba, Oba... Amigão Leonel...

    Tamos aí nas quebradas tá ligado! rss
    Conto pra ti uma macaquice di Eu com avião...
    - Filmei um dia o salto de um para-quedista em um precário teco-teco, sentado no assoalho de onde retiraram o banco pra liberar espaço pro saltador... CARA!! Tudo fica tão "piquinininhu" lá de cima nénão? ...rss
    Márrapais.... Foi de arrupiá us pêlo do fiofó... Mas eu fiz e foi MANEIRO PACAs!!! hehehe

    Valeu meu grande amigo
    Deusssssssssssssskiajude
    Abraços Tatto

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  16. Linda a história do Bader e com o seu relato ficou muito interessante. As pessoas que de alguma maneira se diferenciam dos outros após terem tido uma vida normal, geralmente se tornam amargas e mesmo superando as dificuldades como ele fêz, gostam de reafirmar sua "normalidade" e muitas vezes se tornam pessoas contraditórias e nunca conseguimos entendê-los totalmente. Belíssima postagem.

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  17. Ainda assim és o primeiro e único Leonel.
    Um belo trabalho!
    Beijos!!
    Carla

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  18. Amigo Leonel..ja o considero amigo..
    Vc acredita em sincronicidade?
    Sempre vejo seus comentarios no blog do R.R.
    Ja tive o impulso de ir ate seu blog mas por algum motivo..deixei pra depois e acabei nao indo..
    Hj pensei..vou visitar o LEONEL DO BLOG DO R.R.
    Voltando ao meu blog me deparo com seu comentario tao simpatico..
    Vamos a seu post.
    Confesso a vc vc que nao conhecia a historia deste grande piloto, com
    exemplo de coragem e superacao.
    Alem de vc postar sobre a historia dele..vc nos deu uma aula de historia.
    Estou encantada com o que li..e voltarei para ler outras postagens suas.

    Obrigada pela visita e comentario em meu blog.
    Vou te srguir..
    Uma linda sexta feira,,
    Bj
    Ma Ferreira

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  19. Amigo Leonel. Essa história é MUITO interessante! e eu não fazia idéia de tudo isso, obrigado por nos mostrar.
    Transformou um infortúnio em bem maior, são pessoas que nos fazem ter esperança no mundo e no ser humano. Muito bacana!
    grande abraço, boa sexta!

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