FRASE:

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"Se deres um peixe a um homem, vais alimenta-lo por um dia; se o ensinares a pescar, vais alimenta-lo a vida toda."

(Lao-Tsé, filósofo chinês do séc. IV a.c.)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

BAIRRISMO, NÃO!

Eu tenho que aprender que, neste mundo “blogsférico”, somos avaliados não pelo que somos, mas pelo que escrevemos. Porque a interação com esse mundo virtual se faz através das postagens.
Hoje,me vi surpreendido com comentários que recebi no Post “Os Cariocas...E os Brasileiros”.
Acontece que uma das pessoas que eu mais prezo e admiro me deu um sonoro puxão de orelhas: disse que eu fui indelicado e deselegante e até insinuou algum “bairrismo” de minha parte.
Outra pessoa muito querida também tocou neste assunto, e eu sei bem o justo motivo disto.
Talvez eu não tenha tido a sensibilidade necessária para expor certos assuntos em público, ou talvez certos assuntos fiquem “numa boa” quando numa conversa e soem dúbios quando escritos. 
Se foi dito que fui indelicado e deselegante, terei que aceitar, em função da minha falta de bom senso e sensibilidade ao colocar esse assunto.
Porém, não aceito de forma alguma o rótulo de bairrista!
Naquele post, eu citei uma cena ocorrida na minha cidade natal, há mais de 50 anos, onde houve um exercício de “tolerância zero”. Pois as coisas eram mesmo assim! E nem por isso as coisas eram perfeitas! Poucos sabem disso melhor do que eu!
Depois, eu mostrei outra cena típica e verdadeira, ocorrida no Rio, em época bem mais recente. Nesta, podiamos perceber exatamente o inverso: a “cuca fresca” com a qual o povo da cidade encara algumas mazelas.
Também falei de desobediência às regras.
Mas, acontece que já vivo no Rio há mais tempo do que em qualquer outro lugar, por isso me considero adotado, como tantos outros que circulam nesta megalópole!
Antes, vivi em lugares tão diferentes culturalmente como o interior paulista, dois estados da região nordeste, onde passei 10 anos, e na capital paranaense, além é claro de Porto Alegre, de onde saí com 18 anos!
Neste intervalo, cheguei a morar por dois anos de volta na minha cidade natal, e tive até alguma dificuldade a me radaptar a certas coisas!
Hoje, tenho compadres, comadres e afilhados cariocas autênticos e conversamos livremente sobre estas mazelas da cidade onde moramos.
Agora, se tem uma coisa que eu sempre repudiei, foi esse tal de bairrismo!
Por ter morado em tantos locais diferentes, fiquei conhecendo sotaques, manias, cacoetes, coisas boas e ruins que existem em todo o lugar. Mas, quanto mais se convive com as pessoas, mais se descobre coisas positivas! Me considero um verdadeiro brasileiro, pois estive em contato com os  mais diversos aspectos da realidade deste país!
A acolhida que eu recebi desde que cheguei aqui também acabou fazendo a balança pender bem mais para o lado positivo, em contrapartida à outras coisas!
Mas, se a minha inabilidade na expressão escrita deu esta  impressão tão negativa, achei por bem remover a postagem que provocou este equívoco! Melhor isto do que aborrecer pessoas a quem eu considero!
Peço desculpas a todos os que comentaram, pois os comentários também foram removidos!

10 comentários:

  1. Leonel bom dia!
    Também sinto-me uma brasileira e concordo que todos os lugares tem seus ponto positivos e negativos. Temos que nos adaptar sempre pelo lado positivo é claro.
    Vc é muito sensato em considerar opiniões diferentes das suas e eu concordo perfeitamente com você. Li seu texto referido no post e não vi nele nenhum sinal de barrismo não, e sim, uma mudança de comportamento ao londo de um tempo, aliás bem longo.
    Deixa para lá!
    Beijos!!
    Carla

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  2. Leonel, esta "Outra pessoa muito querida também tocou neste assunto, e eu sei bem o justo motivo disto", teria sido por acaso eu?

    Como bem disseste, aqui somos avaliados pelo que escrevemos, é inevitável, pois é a forma que a pessoa que nos apresentamos pras pessoas. E isso de certa forma é mais delicado do que deveria, vide a proporção que tomou a história. Por que tiraste a postagem, homem? Aquilo foi apenas uma opinião, divergente da tua, apenas isso. Não acredito que você tenha tido a intenção de ofender alguém, expôs ali suas percepções e elas estariam impreterivelmente sendo interpretadas de acordo com a leitura de cada um.

    Pra mim, numa primeira e segunda leitura, soou algo como “o povo do sul é educadinho, aqui no Rio nem tanto”, me desculpa se te interpretei mal. Veja bem o teor de minhas palavras: interpretei, não julguei, muito menos no sentido de ser maldosa como foi insinuado em um determinado comentário.

    Reitero o que falei no coment do post da discórdia: essa questão de anallisar o povo desse ou daquele estado pra mim é complicado, pq acho tudo uma grande mistura, independente dos padrões culturais de cada um. Mas é um ponto de vista meu, um tanto exagerado, talvez motivado pelo histórico de chacotas do qual o povo nordestino é personagem há tempos, então em situações assim eu agiganto um pouco o monstro, confesso.

    Pra finalizar esse comentário-postagem, digo que não foi de jeito nenhum minha intenção te causar mágoa, assim com da Simone, não sou advogada dela mas amiga o suficiente pra falar por ela. Foram apenas opiniões. Lamento que tenha causado tanto dissabor.

    É isso.
    Beijo.

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  3. Caro Amigo,

    Para alegrar teu dia tem um agradinho lá no meu blog para ti.

    Somos todos irmãos e amigos neste nosso querido País, não vi nada de mal no teu post!

    Abraços Gaudérios e geladíssimos pois aqui está muito frio!!!!

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  4. Uma pena quando esse tipo de coisa acontece, eu adorei o post em questão, você mostrou o que você vê acontecendo na cidade, nada mais além disso, mas infelizmente como você disse as pessoas por aqui costuma julgar as pessoas pelo o que elas escrevem, não pelo que elas são, mas enfim eu gostei do outro post Leonel abração :-)

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  5. Caro Leonel,
    Sinceramente? Gostei daquele post, até o achei bem light. Mas, se você achou motivos para deletá-lo, deve ter suas razões. Minha experiência em publicar coisas que ensinou que NUNCA podemos agradar a todos, portanto...

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  6. quem lê seus textos com atenção sabe que vc não é e nem foi bairrista, que não houve intenção de puxar saco pra um lado ou outro. infelizmente, muito da compreensão depende de quem lê (e muitos fazem bem por cima, mas já "julgam de cara").

    mtas vezes passo por isso. falo de algumas coisas do Japão e pessoas ficam ofendidas, achando que eu estou fazendo "menos" do Brasil (sendo que mtas vezes nem citei nada do Brasil!)

    não se deixe aborrecer por algo que vc não fez e nem teve intenção de fazer. e que as pessoas aprendam a analisar melhor um texto né, pq desse jeito não dá rs

    abraços e vá em frente, amigo!

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  7. Devo, realmente, estar "desviada" do meu percurso...Quando li e comentei sua postagem em nenhum momento interpretei bairrismo e sim uma constatação de um quase carioca (30 anos?!). Mas se achou por bem retirá-la, acato sua decisão. Fico mais preocupada - que já ando - Leonel, com essa frase: Eu tenho que aprender que, neste mundo “blogsférico”, somos avaliados não pelo que somos, mas pelo que escrevemos.Porque a interação com esse mundo virtual se faz através das postagens. Me pre_ocupo com essas avaliações... De qualquer forma são histórias que contamos para saber quem somos! E sigamos em frente...
    Beijuuss, amigo, n.a.

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  8. - Como disse a Milene, você não precisava ter jogado a toalha... mas o fez com a elegância ímpar do toreador apresentando a verônica. Parabéns.

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  9. Que pena voce ter sentindo esta necessidade de retirar o post... Olha o que voce fez! Voce mandou às favas o meu comentario! Buah! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Depois vou dar uma pesquisada sobre esta palavra, porque ao ler o seu texto nao havia me preocupado com esta palavra e sim com o caso contado, rsrsrs eu havia gostado de ler porque voce falou um pouco de sua vida como se fosse uma cronica.
    Nao entendo certas coisas, pois tem blogs que falam tudo que quer e nao sao abandonados... Parece que devemos sempre estar defendendo envez de acusar. Tem pessoas que ao fazer acusas, sabem fazer porque aproveitam a comedia para fazer.
    Beijos

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