FRASE:

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"Se deres um peixe a um homem, vais alimenta-lo por um dia; se o ensinares a pescar, vais alimenta-lo a vida toda."

(Lao-Tsé, filósofo chinês do séc. IV a.c.)

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domingo, 7 de abril de 2013

O BÓSON DE NOVO...


Alô, minha gente, volto cheio de saudade, reunindo as forças que começam a retornar, qual Superman afastado da kryptonita.
Nesta manhã de domingo, leio nas páginas de uma revista a interessante entrevista com a cientista italiana Fabiola Gianotti, líder da equipe que, através de experimentos no LHC (Large Hadron Collider - Grande Colisor de Hádrons ou "Trapizonga" como prefere meu amigo Jair), se acredita ter descoberto o tão procurado Bóson de Higgs, em julho de 2012.

Fabiola Gianotti, no túnel do LHC: para ela, o Nobel deveria ser compartilhado por todos os que participaram da pesquisa.


Como costuma acontecer no campo da ciência, novas descobertas geralmente trazem muito mais perguntas do que respostas.
Quanto mais avançou a ciência no século XX, mais questões surgiram, e as soluções às vezes custam muito a aparecer. Muita coisa que “não batia” com as equações da física colocava os cientistas num dilema: ou existem alguns fatores ainda não detectados atuando sobre o universo, ou as equações estão simplesmente erradas!
E, nesta última hipótese, teríamos que jogar no lixo todas as teorias formuladas até aqui, pois todas estariam baseadas em equações sem fundamento ou incompletas!
Recentemente, se chegou a surpreendente conclusão de que o somatório das massas dos corpos celestes observáveis e mesmo presumíveis no universo não explicaria certos eventos ligados à sua formação e comportamento.
Entretanto, para alívio da ciência, novas técnicas de observação detectaram uma nova entidade, a tal “matéria escura”, que constituiria nada menos de 95% da massa universal, e assim justificaria certos efeitos já observados.
Mas, outras incompatibilidades entre diversos campos da ciência careciam de um fator de relacionamento, cuja influência podia ser observada mas dificilmente medida. Daí veio a ideia de que deveria existir uma partícula subatômica ainda desconhecida que explicasse determinadas interações e efeitos.
E a essa esperada partícula foi dado o nome de Bóson de Higgs, em homenagem ao cientista Peter Higgs, que propôs a sua existência. Partículas subatômicas podem ser difíceis de ser detectadas, daí a necessidade de engenhocas incrivelmente gigantescas e caras como o LHC (Trapizonga), um acelerador de partículas que se extende por uma circunferência de 27 km.
O LHC: um tunel circular de 27 km, na fronteira franco-suiça.


As partículas são aceleradas a velocidades incríveis através do túnel do LHC, até colidirem com um obstáculo colocado no seu caminho. Esta colisão gera determinados efeitos, como o surgimento de novas partículas, algumas das quais duram apenas frações de segundo, mas são registradas por equipamentos ultra-sensíveis acoplados ao LHC.
Perguntada sobre uma provável indicação para o premio Nobel da Física, por ter chefiado a equipe de mais de 3.000 cientistas empenhados nos experimentos dirigidos para a busca do bóson, Fabiola Gianotti disse ser mais importante enfatizar a união de cientistas de 38 países, inclusive parcerias improváveis, como Israel e Palestina, em torno de um único objetivo. Para ela, seria mais adequado que mudassem as regras do premio Nobel e que os agraciados fossem todos os cientistas que se envolveram nesta causa comum, começando por Peter Higgs.
 Apenas mais um degrau na imensa escadaria...

Segundo a cientista italiana, esta porta que se abre já projeta outras novas questões, como uma teoria já batizada de “supersimetria”, que estabeleceria que a partícula descoberta não foi “o” Bóson de Higgs, mas “um” dos Bósons de Higgs, e pressupõe que haveriam pelo menos cinco diferentes tipos de bósons! Lá vamos nós outra vez!
Como se vê, quanto mais descobrimos compartimentos secretos deixados pelos cantos do universo, mais possibilidades e dúvidas encontramos para pesquisar e esclarecer.
Enfim, acabamos de galgar mais um degrau nessa imensa escadaria que se estende para o infinito.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

CIÊNCIA: EINSTEIN ESTAVA CERTO!


Em setembro de 2011, publicamos neste blog a matéria CIÊNCIA: A LUZ COMEU POEIRA?, onde falávamos de uma medição realizada pela Organização Européia de Pesquisas Nucleares (CERN) – gestora do detector de partículas chamado Oscillation Project with Emulsion-tRackin Apparatus (OPERA) localizado no laboratório nacional de Gran Sasso, na Itália, com o auxílio do enorme duto acelerador de partículas LHC ( Large Hadron Collider) – Grande Colisor de Hádrons (ou trapizonga, para os íntimos). 
Segundo este experimento, um feixe de neutrinos teria viajado a uma velocidade superior a da luz, ameaçando as equações de Einstein, que inviabilizavam esta possibilidade. Mas, cientistas de outras instituições atribuíram isto a possíveis falhas no processo de medição.

Albert Einstein: Suas equações permanecem irretocadas...

Pois bem! conforme foi publicado pela revista SCIENCE na semana passada, Lucia Votano, diretora do laboratório de Gran Sasso, admitiu que duas falhas podem ter causado as medições anômalas.
Uma delas seria um possível defeito na conexão através do cabo de fibra ótica que conduz o sinal do GPS ao OPERA e ao detector do relógio-mestre, o que levaria o experimento a minimizar o tempo de voo dos neutrinos, como foi noticiado.
Outra possível falha seria um oscilador, componente do detector de partículas do OPERA, que forneceu as leituras de tempo, sincronizado com os sinais do GPS. Os pesquisadores verificaram que uma recente correção de erro neste dispositivo na realidade aumentou a distorção na velocidade do neutrino, fazendo a partícula parecer ainda mais rápida que no experimento original.
Embora a equipe ainda esteja estudando a correção das falhas, parece não haver mais dúvidas de que as equações de Einstein continuam mais válidas que nunca, como a grande maioria da comunidade científica acreditava!
Ainda não foi desta vez que uma grande novidade foi descoberta!
Mas, a busca continua!