Bem antes de ser a solteirona puritana das comédias com Rock Hudson e Rod Taylor, Doris Day fez boas películas dramáticas. Uma das melhores e talvez a mais importante na sua carreira foi AMA-ME OU ESQUECE-ME (Love Me or Leave Me - EUA - 1955 - 122 min.- cor).
A história se baseia na agitada vida da cantora e atriz americana Ruth Etting (1897-1978).
A história se baseia na agitada vida da cantora e atriz americana Ruth Etting (1897-1978).
Este filme da MGM, produzido por Joe Pasternak e dirigido por Charles Vidor (Gilda) mostra Ruth Etting (Doris Day) antes do início da carreira, na década de 1920, onde comia o pão que o diabo amassou como dançarina de aluguel numa gafieira de Chicago, tentando uma chance de mostrar seus dotes como cantora.
Inesperadamente, a sua salvação veio pelas mãos nem tão limpas do gangster Martin Snyder, "o Manco" (James Cagney). Fascinado por Ruth, Snyder patrocina a sua educação musical e usa seus contatos nas casas noturnas e emissoras de rádio para alavancar a carreira da ambiciosa jovem.
Tudo pela carreira...Para Ruth (Doris Day), valia até aturar a chatice e grosseria de um gangster como Martin Snyder (James Cagney), que apesar de tudo, era louco por ela, cuidou de sua educação artística e a introduziu na mídia e nos shows!
Apesar dele se mostrar possessivo e às vezes grosseiro, ela acaba aceitando um casamento por interesse com ele, baseada nas suas aspirações profissionais. Snyder empresaria tudo o que ela faz e consegue até mesmo coloca-la no cinema como atriz. É claro que a vida privada do casal não era uma maravilha, e, quando Ruth já tem seu nome conhecido, as brigas se tornam insuportáveis e eles acabam se divorciando.
Mas Snyder, mesmo separado, fica seguindo-a e descobre que ela está tendo um caso com o pianista Myrl Alderman (Cameron Mitchell) que costumava acompanha-la nas músicas e fazer seus arranjos musicais. Louco de ciúme, tenta acabar com o seu rival, sendo preso por isto.
Ruth (Doris Day) com seu pianista e arranjador Alderman (Cameron Mitchell).
A atriz Jane Russell queria o papel de Ruth Etting, a MGM pretendia usar Ava Gardner, mas o próprio James Cagney insistiu para que o estúdio trouxesse Doris Day, que era da Warner Brothers, para o papel. Excepcionalmente, pela primeira vez desde que alcançara o estrelato, James Cagney aceitou que seu salário não fosse o maior do elenco, cedendo esta primazia para Doris Day. E ela ficou encantada pela idéia de contracenar com Cagney, já consagrado como ator, além de receber o salário e o tratamento de estrela que nunca tivera na Warner.
O cartaz do filme e a capa do DVD lançado no Brasil. Enquanto na Warner, Doris era apenas mais uma atriz de comédias, a MGM a recebeu com tapete vermelho. Agora, sim, ela era uma estrela!
O filme recebeu o Oscar de Melhor História Original, além de ter recebido cinco outras indicações: Melhor ator (James Cagney), Melhor Roteiro, Melhor Canção Original (I'll Never Stop Loving You), Melhor Trilha Sonora e Melhor Gravação de Som.
O score musical do filme apresenta diversas músicas do repertório original de Ruth Etting, interpretadas por Doris Day.
Seria inadequado comparar as gravações originais de Ruth Etting com as feitas por Doris Day, já que essas contaram com recursos de estúdio que não existiam nos anos 20.
Mas, se quiser, clicando sobre o nome da cantora pode ouvir as gravações da música Love Me or Leave Me, com Ruth Etting ou com Doris Day.
Recomendado para os nostálgicos pelos anos 20/30, fãs de Doris Day (como eu) ou de James Cagney.
O DVD foi lançado em 2005 no Brasil pela...Warner Brothers Home Video!





