De repente, percebo que
não posto nada há mais de uma semana.
Daqui a pouco, alguns
estranham. Antigamente, era minha amiga felina das Alterosas a primeira a cobrar! Mas,
agora que ela anda meio afastada, ninguém reclama.
Falta de inspiração,
falta de assunto, preguiça, desinteresse...
Na realidade, assunto é
que nunca falta. É só dar uma olhada em torno e descobriremos
assunto para escrever um livro, ou uma enciclopédia, se eu tivesse
competência para tanto.
E começo a lembrar dos
talentosos amigos e amigas que fazem da falta de inspiração um
excelente tema para crônicas, poesias e divagações, geralmente com
muito sucesso.
Uma amiga blogueira, que anda meio
sumida, uma vez me indicou um site onde tinha boas dicas para se iniciar e manter um blog.
Uma delas seria definir a proposta e o
público-alvo (peraí: já virou marketing?).
E, revendo e examinando
minhas postagens antigas, eu percebi um fato interessante: algumas
das matérias onde eu mais pesquisei e trabalhei para apresentar uma
informação de boa qualidade foram meio que deixadas de lado, pouco
comentadas e pouco lidas. Enquanto isto, algumas postagens-relâmpago,
que eu fiz em meia hora, às vezes para “encher linguiça”,
enquanto aprontava alguma coisa mais elaborada, batiam recordes em
acessos no período e em número de comentários!
E uma tendência:
geralmente os textos que mais atraem os leitores, pelo menos no
contexto desta porção da blogsfera, são aqueles onde eu falo de
coisas do meu próprio cotidiano! E nem precisa ser coisa muito
rebuscada, muito “cabeça”. Pelo contrário, são as mais
descoloridas e corriqueiras passagens do dia a dia que parecem
despertar nas pessoas mais identificação e interesse.
Tem outra amiga blogueira que de
vez em quando, narra suas saídas para as compras, ou uma simples
visita ao médico, ou um encontro com amigos. E algumas destas
narrativas realmente me teletransportam para as cenas vividas, como
se eu próprio tivesse estado lá,quebrando as barreiras do tempo e
do espaço.
No final das contas,
acabo chegando a uma conclusão óbvia: nada parece despertar mais
interesse num ser humano do que outro ser humano!
Mesmo um ser humano pouco inspirado!
Ah! Aos que comentaram minha matéria anterior, tem respostas para todos os comentários!
