Como já sabem os que
me conhecem a mais tempo, eu relutei bastante em criar um blog.
Apesar de ser um
entusiasta da ciência, da ficção científica e da tecnologia,
sempre fico com um pé atrás antes de adotar para mim certas
inovações.
Fui um dos últimos a
adotar o telefone celular (assim mesmo, mais pela sua utilidade como
agenda) e levei um bom tempo antes de conectar meu computador na
internet. “Tweeter” para mim, ainda lembra um alto-falante
pequeno, que dá notas agudas...
Tablet, estou pensando
e ter um...há quase dois anos!
Hoje, reconheço a
utilidade da internet, da qual sou mais um dependente, daqueles que
se sente como um náufrago quando a rede sai do ar...
E o telefone celular é
principalmente minha agenda e despertador, me ajuda a lembrar os
aniversários dos amigos e parentes, além de outros compromissos.
Mas, ultimamente, o que
me deixa mais desconfiado são as chamadas redes sociais...
Nem vou citar os nomes,
para evitar problemas legais (que pretensão, como se meu blog
tivesse algum peso nas comunicações).
Mas, redes sociais que
ficam te apresentando a novos amigos, alguns que eu nem sei de onde
vieram, mas que terão acesso a um mundo de dados sobre mim (supondo
que eu fizesse como algumas pessoas, que informam na rede todos os
seus passos)...me dão arrepios!
Não sou muito adepto
de teorias de conspiração, até já trabalhei para esclarecer
algumas delas, mas há indícios demais de que algum grupo está
lucrando muito com os dados que os usuários publicam nas redes
sociais.
Outra coisa que me
deixa desconfiado são aquelas mensagens disparadas por alguém que
tem silício no lugar de carbono (um computador), querendo compartilhar isto ou
aquilo, pedindo opinião sobre o que alguém que eu conheço andou
falando, me apresentando novos integrantes, ou me cobrando participação, se fazendo passar por alguém conhecido.
Deve ser interessante
para quem quer conhecer pessoas, fazer novos amigos, e dividir sua
intimidade com alguém, ou mesmo procurar um(a) companheiro(a).
Mas, eu já fico
satisfeito com o que tenho: meus amigos mais chegados têm o meu
endereço de e-mail, e eu conheci muitas pessoas consistentes e que
posso chamar de amigas nesta blogsfera (ou seja, a parte do éter
internáutico habitada pela porção virtual dos blogueiros).
Assim, quando vejo
principalmente adolescentes de ambos os sexos expondo sua intimidade
e descrevendo seus passos e seus amigos nas redes sociais, não posso
deixar de pensar em como ficam vulneráveis à pessoas
mal-intencionadas.
Claro, na vida
cotidiana também ficamos expostos. Por acaso, descobri que alguma
pessoa que trabalha em um órgão governamental com acesso a dados
privativos e sigilosos dos cidadãos andou gravando DVDs com
informações minuciosas, vendidos para agências de telemarketing,
que os usam para selecionar seu público-alvo.
Numa ocasião,
perguntei a uma operadora como haviam me escolhido para fazer a
oferta, e ela me falou da existência do DVD e da sua origem.
Eu confirmei a fonte
quando forneci a este órgão um número de telefone que, apesar de
estar em meu nome, se encontrava instalado em outra casa: o tal
número logo virou alvo de ofertas de cartões, empréstimos, pedidos
de doações e outras coisas, todas dirigidas ao meu nome...
Assim, de uma forma ou de outra, estamos sempre sujeitos à invasões de privacidade. Mas, não vejo necessidade de cooperar com as invasões!
Assim, de uma forma ou de outra, estamos sempre sujeitos à invasões de privacidade. Mas, não vejo necessidade de cooperar com as invasões!
Desconfio que há
um propósito oculto bem maior, que deve ser do interesse de quem
quer tornar as redes sociais uma necessidade...
Já tive que me cadastrar numa rede, única forma de acessar as obras de um amigo, ali publicadas.
Mas, ficam por aí as minhas incursões nestas arapucas.
Já tive que me cadastrar numa rede, única forma de acessar as obras de um amigo, ali publicadas.
Mas, ficam por aí as minhas incursões nestas arapucas.
E, eu, como sempre faço
(a princípio), estou fora!
O tempo dirá se estou perdendo algo...
O tempo dirá se estou perdendo algo...

