FRASE:

FRASE:

"Se deres um peixe a um homem, vais alimenta-lo por um dia; se o ensinares a pescar, vais alimenta-lo a vida toda."

(Lao-Tsé, filósofo chinês do séc. IV a.c.)

Mostrando postagens com marcador filmes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filmes. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de outubro de 2011

FILME: A CAÇADA AO OUTUBRO VERMELHO

Quando nos encontramos no lançamento de sua obra O OUTRO NOME DA ROSA, meu grande amigo Barcellos, em determinado momento, me deu uma cutucada: "Você devia fazer a sinopse de A CAÇADA AO OUTUBRO VERMELHO". Vindo de quem veio, a sugestão soou forte, e eu comecei logo a preparar o texto. Só que eu acabara de concluir uma trilogia de posts sobre a ação de submarinos alemães contra a nossa frota mercante durante a II Guerra, e talvez os leitores já estivessem saturados por assuntos subaquáticos. Assim, reservei este texto, que agora estou postando.

INTRODUÇÃO
Um dos aspectos menos conhecidos da Guerra Fria é o que aborda os confrontos entre submarinos soviéticos X ocidentais.
Até hoje, pouco se sabe de alguns incidentes e quase-incidentes deste período, apenas pedaços de histórias ou citações sem maiores detalhes.
É sintomático que, mesmo depois do fim da União Soviética e da Guerra Fria, por ocasião do acidente com o submarino russo KURSK, a princípio correram rumores sobre suspeitas de um ataque ou colisão com um submarino americano que estivesse rondando as manobras navais russas.
O escritor americano Tom Clancy inspirou-se nos tensos dias da Guerra Fria para escrever diversos de seus romances de espionagem/ação, a maioria com a participação do personagem Jack Ryan, jovem analista da CIA.
Ao que parece, o Clancy reuniu alguns fragmentos de histórias de perseguições submarinas reais e conseguiu fundi-los numa excelente narrativa de ficção quando escreveu o romance A Caçada Ao Outubro Vermelho.
Este foi o primeiro de seus livros a ser levado até as telas de cinema, em filme homônimo, e também o primeiro em que aparece o personagem Jack Ryan, vivido no filme por Alec Baldwin.
Posteriormente, Ryan seria revivido por Harrison Ford, em JOGOS PATRIÓTICOS (Patriot Games - 1992) e em O PERIGO REAL E IMEDIATO (Clear and Present Danger- 1994), e depois por Ben Affleck em A SOMA DE TODOS OS MEDOS (The Sum Of All Fears – 2002).

 Alec Baldwin, como o jovem Jack Ryan, o analista da CIA que conhecia o inimigo melhor que os generais do pentágono.
O FILME
A CAÇADA AO OUTUBRO VERMELHO
(The Hunt For Red October- EUA – 1990 – 134 min.- cor)
A ano é 1984, e um revolucionário submarino de ataque soviético parte de sua gelada base em Mursmank para seu primeiro exercício no mar, com o restante da esquadra. O Outubro Vermelho é dotado de um inédito sistema alternativo de propulsão magneto-hidrodinâmica, que atua sugando a água através de dutos laterais paralelos e expelindo-a para trás, de uma forma que o torna altamente silencioso e praticamente indetectável para os inimigos americanos.
O submarino está carregado com uma bateria de mísseis nucleares que podem arrasar meio mundo e colocaria os soviéticos na ofensiva, pela primeira vez na história.

Marko Ramius (Sean Connery) e seu imediato Vasili Borodin (Sam Neill): uma arriscada conspiração, a bordo da mais mortífera arma de guerra do arsenal soviético.

Porém, seu comandante, o magistral capitão Marko Ramius (Sean Connery) e seu imediato Vasili Borodin (Sam Neill) tem outros planos: tendo já aliciado a maioria de seus oficiais subalternos, pretendem desertar para os EUA, entregando a revolucionária belonave intacta aos americanos, em troca de asilo e cidadania! Ramius deixa com seus superiores uma carta, só aberta após sua partida, onde explica suas intenções e os motivos.
Após eliminarem Putin, o oficial-comissário político a bordo,  (coincidência, o filme é de 1990!), encarnado por Peter Firth, eles iniciam uma fuga através do Atlântico Norte, e sua rota deixa preocupados americanos e russos, os primeiros por desconhecerem seus propósitos, e os segundos por conhece-los muito bem!
Do outro lado do Atlântico, autoridades americanas tem que decidir o que fazer a respeito do inusitado barco soviético, após terem sido avisados erradamente pelos russos de que a intenção de Ramius seria atacar os EUA com mísseis nucleares, por sua própria conta e risco!

"Isto não aconteceu, e eu nunca estive aqui, OK?" O vice-almirante Greer (James Earl Jones) manipula a verdade de acordo com os interesses da CIA.
Entretanto, o jovem analista da CIA Jack Ryan (Alec Baldwin) estudou a fundo biografia do comandante russo e não acredita que seja esta sua intenção. Ante o ceticismo dos chefes militares e políticos, tenta obter autorização para se comunicar com Ramius. Para isso, conta com o apoio de um congressista e de seu chefe, o vice-almirante Greer (James Earl Jones).

 O capitão Bart Mancuso (Scott Gleen), do submarino americano U.S.S. Dallas: para os russos, um caubói ligeiro no gatilho e perigoso.
No mar, o Outubro Vermelho tem que enfrentar o submarino-caçador americano U.S.S. Dallas, sob o comando do impetuoso capitão-de-mar-e-guerra Bart Mancuso (Scott Gleen, perfeito). Além disso, à sua retaguarda está outro submarino-caçador soviético, o Konovalov, enviado para destruí-lo, sob o comando de um dos seus melhores ex-alunos, o agressivo comandante Tupolev (Stellan Skarsgard).
A tensão está no ar o tempo todo, enquanto as horas passam e o Outubro Vermelho se aproxima da costa americana. A única esperança é Jack Ryan, que vai para o mar a procura de contato com os desertores russos.
O desenlace é eletrizante, pois entre tantas ameaças, os amotinados do submarino russo também percebem que nem todos os homens da sua tripulação estão de acordo com suas ideias de tornarem-se cidadãos americanos!
O filme dura pouco mais de duas horas, o que pode parecer longo, mas tem um pique tipo “007”, e agrada a quem gosta de ação com uma boa trama de fundo.
A direção foi de John Mc Tiernan, especialista no ramo: (Predador (1987), Duro de Matar (1988), Intruder A-6: Um Voo Para o Inferno (1990).
A película recebeu o Oscar de Melhor Edição Sonora em 1991.
Está disponível nas revendedoras e locadoras em DVD.
Diversão garantida!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

FILMES: GOSTEI, MAS NÃO QUERO VER DE NOVO!

O que é um bom filme?
Para mim, um filme sobre um tema interessante, bem dirigido, com um roteiro livre de certos lugares-comuns e interpretado por atores convincentes. Outros fatores ajudam, como a trilha sonora, a fotografia e o andamento (alguns chamam timing).
Entretanto, tem filmes com elencos magníficos, bem dirigidos e produzidos, premiados e reconhecidos, que eu já vi, aprovei, mas não quero ver de novo!
Por que?
Porque me deprimem, me deixam com raiva ou revolta e a expectativa é por um final trágico. Em alguns casos, o pior é saber que foi tudo verdade e aconteceu assim mesmo!
Alguns são bem feitos demais!
Aqui estou falando de cinco deles, os de melhor qualidade que eu me lembro, alguns até possuo o DVD, mas não voltei a assisti-los.
Estranha coincidência: três desses filmes são com John Malkovich, ator que eu considero excelente, e que geralmente escolhe atuar em filmes de boa qualidade, como estes três citados.

Spartacus – (Spartacus – 1960)

Produzido por Stanley Kubrick (2001 – Uma Odisséia no Espaço) o filme tem no seu elenco Kirk Douglas, Laurence Olivier, Jean Simmons, Peter Ustinov, Charles Laughton e Tony Curtis.
Recebeu 4 Oscars: melhor ator coadjuvante (Peter Ustinov), melhor direção de arte colorida, melhor fotografia a cores, e melhor figurino colorido.
Baseado no livro de Howard Fast, o filme é sobre o líder de uma revolta de escravos do império romano, lá por volta de 73 A.C., que mobilizou quase cem mil homens em armas.
O nobre romano Crassus é encarregado de combate-lo, após diversos cônsules serem derrotados. Crassus usa de métodos cruéis até mesmo com seus próprios soldados.
E como naquela época nada era politicamente correto, os escravos acabam derrotados pelas legiões romanas.
E o destino do pobre Spartacus (Kirk Douglas) é o pior possível: primeiro tem que duelar até à morte com o filho de seu melhor amigo, já falecido, cuja guarda lhe fora confiada. Quem vencesse, seria crucificado, suplício que causava uma morte lenta e dolorosa. Para evitar que o rapaz seja crucificado, ele o mata. Depois, pendurado na cruz, ainda fica sabendo que seu próprio filho será criado como se fosse filho de Crassus, e será educado para considera-lo um bandido! E para completar, seu algoz ainda fica com sua esposa, a leva para assistir ao seu suplício, e ela parece indiferente à sua dor e feliz por estar desfrutando mordomias ao lado de Crassus!
Alguém pode imaginar coisa pior?

 Kirk Douglas, como Spartacus: desgraça pouca é bobagem.

Os Gritos do Silêncio – (The Killing Fields – 1984) - (Em Portugal: Terra Sangrenta)

Esta produção inglesa recebeu os Oscars de melhor ator coadjuvante (Haing S. Ngor), melhor fotografia e melhor edição.
Haing S. Ngor recebeu também o Globo de Ouro, na mesma categoria.
Dirigido por Roland Joffé, tem no seu elenco Sam Waterson (Law & Order), Haing S. Ngor, John Malkovich, Julian Sands e Craig T. Nelson.
Uma história real sobre o drama de um repórter cambojano, durante a ascensão do ditador comunista Pol Pot. Este regime sanguinário exterminou um percentual significativo da população do país, começando pelos inimigos públicos, “as elites”, ou seja as pessoas com curso superior, como os profissionais liberais e professores. Alguns responsáveis por crimes menores, como o de ser alfabetizado, foram condenados a trabalhar em roças de arroz, tudo sob a vigilância de adolescentes analfabetos armados com fuzis automáticos, com carta branca para fuzilar qualquer um que lhes desagradasse, ou que olhasse para o lado! Uma das cenas mostra uma brincadeira que os garotinhos gostavam de fazer: espetavam uma maçã na baioneta de um fuzil e levavam para que os prisioneiros famintos, andando de quatro, tentassem abocanha-la. Quando estavam conseguindo, eles apertavam o gatilho...Legal, né?

Ligações Perigosas - (Dangerous Liaisons -1988)


Um elenco com John Malkovich, Glenn Close, Michelle Pfeiffer, Keanu Reeves e Uma Thurman, em excelentes interpretações em uma trama bem escrita e magnificamente adaptada de uma peça de teatro, dirigida por Stephen Frears .
Recebeu seis indicações para o Oscar e venceu três:
Melhor roteiro adaptado (Christopher Hampton), melhor figurino (James Acheson) e melhor direção de arte (Stuart Craig, Gérard James), além de diversos outros prêmios.
Uma trama sórdida que destaca o quanto de mal pode ser feito por pessoas más, e como a maldade pode subverter o mais nobres sentimentos. Um casal de pervertidos mal-intencionados usa um casal de jovens apaixonados como objeto de aposta, de forma destrutiva e maldosa.
Odioso, pois ressalta o quão vulnerável as pessoas inocentes podem ser diante da maldade gratuita.

Joana D'Arc - (Jeanne d'Arc – 1999)

Grande produção franco-americana, dirigida por Luc Besson, com Milla Jovovich, Dustin Hoffman, John Malkovich e Faye Dunaway.

Recebeu o prêmio César da academia francesa como melhor figurino e melhor edição de som.
No séc. XV, tentando por um fim à Guerra dos Cem Anos, um tratado entre França e Inglaterra, atendendo a inúmeras confluências feudo-políticas, estabelece que, após a morte do rei da França, ela passará a ser governada pela coroa inglesa. Entrtanto, ambos os reis morrem na mesma época e o herdeiro inglês é um bebê (Henry VI). Os franceses resolvem lutar pela sua integridade, contrariando o tratado e enfrentando os ingleses e os povos germânicos aliados destes.
Quem se destaca nesta luta a favor da França é uma jovem devota religiosa, Joana D' Arc.
A mocinha pura, valente e patriótica, porém analfabeta e ingênua, luta com coragem e honestidade pela sua França. Entretanto, não podia entender nem vencer as tramas e os nojentos desvios da política, com seus interesses escusos, usando a vida da heroína como moeda de troca de favores.
Acaba se tornando inconveniente para o poder e é traída pelos sórdidos políticos, que visam apenas seus interesses (como aqueles que conhecemos) e veem nela uma chance para fazer acordo com os ingleses, que a querem morta. E como se sabe, ela foi condenada à uma morte terrível, sendo queimada viva em 30 de maio de 1431.
Revoltante e verdadeiro!

Gladiador – (Gladiator - 2000)

Dirigido por Ridley Scott, com Russel Crowe, Joaquin Phoenix, Connie Nielsen e Oliver Reed.
Nos EUA, recebeu 5 Oscars: melhor filme, melhor ator (Russel Crowe), melhor figurino, melhores efeitos especiais e melhor som, além de diversos prêmios em outros países.
Um grande épico, retratando a trajetória do general romano Maximus (R. Crowe), no reinado do imperador Marco Aurélio. O imperador manifesta o desejo de torna-lo seu herdeiro, mas seu filho Commodus ( J. Phoenix) mata o próprio pai e e assume o trono. Depois, desgraça a vida do seu concorrente, massacrando brutalmente sua família e transformando-o em escravo e gladiador.
Quando finalmente Maximus confronta seu covarde inimigo, é previamente ferido de morte, indo enfrenta-lo na arena já moribundo e condenado.
Muito triste! Dá vontade de entrar na arena e decapitar o maldito Commodus!

Esses grandes filmes são os meus prediletos para não assistir, apesar de seus méritos! Talvez eu pudesse incluir também Onde os Fracos Não Tem Vez - (Em Portugal: Este País Não é Para Velhos) - (4 Oscars), mas este nem é um filme que eu tenha apreciado muito.

Agora, perguntem quantas vezes já assisti O Feitiço do Tempo, O Diário de Bridget Jones, 2001 – Uma Odisséia no Espaço, O Resgate do Soldado Ryan, De Volta Para o Futuro, 1984, Adeus às Ilusões, Tora!Tora!Tora!, Blade Runner ou Enigma de Uma Vida?

Em tempo: recomendo assistir a qualquer um dos cinco filmes citados, pelo menos uma vez! Se quiser, pode até repetir!