FRASE:

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"Se deres um peixe a um homem, vais alimenta-lo por um dia; se o ensinares a pescar, vais alimenta-lo a vida toda."

(Lao-Tsé, filósofo chinês do séc. IV a.c.)

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

CIÊNCIA: A LUZ COMEU POEIRA?

Um dos postulados da ciência do século XX, aceito como básico até mesmo pelo próprio Albert Einstein foi a de que a velocidade da luz era o limite máximo para qualquer corpo em deslocamento no universo.
No meu post de 23 de agosto de 2010, ENTRE O CEU E A TERRA (clique aqui p/ ver), eu comentava sobre certas “verdades absolutas" da ciência, que de tempos em tempos caíam por terra em face de novas descobertas!
Naquela ocasião, havia sido oficialmente confirmada a descoberta da estrela-gigante R136a1, com massa de aproximadamente 265 vezes maior que a do nosso Sol. Até aquele momento, a maior massa “possível” para uma estrela era, segundo o postulado científico, de 150 vezes a massa do Sol!

 Albert Einstein, o gênio do século XX: até mesmo algumas de suas teorias teriam que ser revistas, se for provado que existem partículas mais velozes do que a luz!

Por diversos motivos físicos, apoiados em equações que descreviam as propriedades das massas estelares, este era o limite! Pelo menos até a constatação física de que era apenas mais um chute, bem apoiado na matemática e nos “vastos” conhecimentos da nossa ciência.
E isto reforça o que eu disse mais de uma vez: a ciência ainda sabe muito pouco, e ainda há muita coisa a ser descoberta!
Pois bem! Hoje voltamos a falar deste assunto porque, embora  certos passos ainda devam ser cumpridos, experiências reproduzidas e métodos questionados, há indícios de que pode estar balançando mais um dogma científico.
Uma equipe de cientistas europeus chefiada pelo pesquisador Antonio Ereditato, em um experimento repetido nada menos de 16.000 vezes em um detector de partículas chamado Oscillation Project with Emulsion-tRackin Apparatus (OPERA) localizado no laboratório nacional de Gran Sasso, na Itália, testemunhou a luz “comer poeira” atrás de um neutrino (partícula subatômica), que chegou 60 bilionésimos de segundo antes dela, num percurso de 732 km!

 Trecho do tunel curvo do LHC
Os pesquisadores são membros do CERN (Organisation Européenne pour la Recherche Nucléaire ), um laboratório internacional que reune cientistas e fundos de 20 nações para estudos da física das partículas, e dotado de algumas das mais avançadas instalações para este fim.
Uma destas instalações é o enorme duto acelerador de partículas LHC ( Large Hadron Collider) – Grande Colisor de Hádrons, ou “Trapizonga” para os irreverentes, como meu amigo Jair.
Caso esses resultados sejam autenticados e não seja detectada nenhuma falha na pesquisa, muita coisa terá que ser revista nos conceitos da física.
Quem quiser ver a notícia fresquinha e completa, é só dar uma olhada no site da revista VEJA, em: