FRASE:

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"Se deres um peixe a um homem, vais alimenta-lo por um dia; se o ensinares a pescar, vais alimenta-lo a vida toda."

(Lao-Tsé, filósofo chinês do séc. IV a.c.)

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

DIVAGAÇÕES SOBRE O PROPÓSITO DA EXISTÊNCIA

Eu acabei de ler um post de minha amiga Regina Rozenbaum (Link=> Sentada no Boi?), onde ela me fez lembrar do passado e pensar novamente em algumas questões que povoavam meus pensamentos naqueles idos dos anos 70 do século XX. 
Houve um tempo na minha vida em que eu pensava que para toda a pergunta havia uma resposta certa. Eu realmente acreditava que toda a questão colocada implicava em uma explicação satisfatória.
Eu lia textos meio encucados de pensadores famosos, reflexões sobre questões existenciais, e ficava intrigado com uma questão recorrente: qual o propósito da nossa existência?

Talvez nem todas as questões tenham respostas ao nosso alcance.

Arthur C. Clarke, mestre da ficção-científica, sugeriu uma resposta no seu conto OS NOVE TRILHÕES DE NOMES DE DEUS. 
Nesta pequena história, publicada na coletânea de contos, SOBRE O TEMPO E AS ESTRELAS (Of Time and Stars - 1972) - Ed. Nova Fronteira- 1978, reproduzida também no livro O DESPERTAR DOS MÁGICOS, de Louis Pawels e Jacques Bergier, uma congregação de monges de um mosteiro asiático adquire um computador (no tempo em que os computadores eram quase do tamanho de um prédio) para que ele seja programado para ficar escrevendo todos os nomes de Deus. Segundo eles, esses nomes somariam nove trilhões e este seria o propósito da existência da humanidade e do próprio mundo: conhecer todos os nomes de Deus! 
Uma vez cumprida essa finalidade, não haveria nenhum motivo para que a humanidade continuasse existindo, pois já havia cumprido o seu divino desígnio!
Hoje, os computadores já estão quase tão populares como os telefones celulares, podem até nos acompanhar para toda a parte, mas eu jamais pensaria em utilizar um deles para procurar respostas a questões como esta.
Sem entrar em debates de natureza teológica, estou apenas hipotéticamente admitindo que nosso universo não foi fruto de um imenso acaso, numa confluência fantástica de coincidências para que as coisas saíssem exatamente assim, desde as equações fractais que determinam as formas dos cristais de gelo ou a construção das orquídeas e das próprias galáxias, até as leis que mantém em equilíbrio todo este caos aparente.
Assim, nesta minha hipótese, nosso universo, para ter início como pretendem os cientistas, só poderia tê-lo se em algum momento começou a existir!
Ou seja, o que chamamos de "universo" (a porção de espaço ao alcance dos nossos meios de visualização ou percepção) é na realidade apenas um evento num contexto maior, e pode ter sido criado por uma entidade inteligente, talvez de forma intencional! E aí surge a figura do criador (Deus?)!

 Nosso "universo" poderia ser apenas um evento num contexto muito maior.
E isto estaria muito além do alcance da nossa vã filosofia (ciência).

Se o nosso universo surgiu por obra deste criador, a sua natureza e seus desígnios estão tão acima de nossa compreensão que tornam ridículas quaisquer tentativas de formular hipóteses!
Usando uma comparação já batida, seria o mesmo que uma colônia de bactérias, na lâmina de um microscópio, conjeturar sobre a natureza e propósitos do cientista que as espia pela ocular!
Mas, por que fomos criados com esta capacidade de questionar coisas que estão acima de nosso alcance, antevendo respostas que não podemos comprovar?
Perguntem ao criador!
Espero que as pessoas de fé me perdoem pelas heresias que cometi enquanto desfiava as besteiras acima descritas. E que os cartesianos e agnósticos me perdoem por formular hipóteses sem nenhuma base.
Minha intenção não é questionar as crenças ou descrenças de ninguém, mas apenas expôr as coisas que já passaram em algum momento por esta minha mente confusa.
Mas, para sair dessa agonia, formulo logo uma teoria para me tranquilizar: o propósito de nossa existência começou a ser definido quando um tal William Gates, depois de roubar um programa de computador de seu "amigo" Steve Jobs e vende-lo para a IBM como interface gráfica Windows, colocou inserido nele um joguinho chamado Paciência Spider! 
Pois o tal propósito da humanidade está ali: resolver todas as formas possíveis de empilhar as cartas, usando os quatro naipes!
Quando isto acontecer, será desnecessária a existência da humanidade e deste "universo" criado apenas para conte-la!
Então, o CRIADOR extinguirá a minúscula chama que chamamos universo!
Eu jogo, todos os dias, obsessivamente, queimando mais e mais possibilidades!
Um dia, acabarei com este universo!  Será o Big Puff!