FRASE:

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"Se deres um peixe a um homem, vais alimenta-lo por um dia; se o ensinares a pescar, vais alimenta-lo a vida toda."

(Lao-Tsé, filósofo chinês do séc. IV a.c.)

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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

FUTEBOL: VAMPETA

Quem não gosta de futebol, pode pular esta postagem.
Há pouco, liguei a TV e, mudando os canais, de repente vi, numa mesa redonda de esportistas, no programa ROCKGOL, da MTV, a presença de Vampeta. Um pouco mais gordo, mas sempre bem humorado, lá estava o rosto bonachão do veterano ex-jogador do Corínthians (pelo menos 3 vezes), Flamengo,  Fluminense, Vitória, PSV Eindhoven e diversas outras equipes inclusive a Seleção Brasileira, onde foi campeão mundial em 2002.
Foi um personagem que marcou sua presença no futebol e "nos entornos" por alguns fatos meio polêmicos.


Vampeta: genérico do Dadá?

Vampeta era um volante nada excepcional, mas que ás vezes, fazia as coisas direitinho. Sua melhor fase parece ter sido no Corínthians. Dele, sem consultar nenhum arquivo, (a não ser rever o compacto da partida Brasil e Argentina), eu me lembro por quatro episódios:

Episódio 1: em um jogo Brasil X Argentina, pelas eliminatórias da copa de 2002, ele  jogava pela seleção brasileira. No primeiro tempo, o Brasil já vencia por 1X0, gol de Alex (Palmeiras, Cruzeiro). Vampeta recebeu no meio do campo, arrancou em grande velocidade para o ataque, e, diante da risca da área lançou na meia-lua para Alex, que chutou a gol. O goleiro argentino defendeu, soltou e Vampeta cutucou para o gol: 2X0. No segundo tempo, Alex fez um lançamento da esquerda que Ronaldinho Gaúcho pegou do outro lado, quase na linha de fundo, trouxe de volta, envolvendo dois adversários e rolou para Vampeta, na meia-direita. Ele se livrou do marcador, ajeitou e bateu de trivela, um pelotaço a meia altura: golaço! Resultado final: Brasil 3X1! Esta atuação, ainda sob o comando de W. Luxemburgo, deve ter carimbado seu passaporte para a Copa de 2002.

Episódio 2: Após a Copa de 2002, na recepção feita pelo presidente Fernando Henrique Cardoso à seleção brasileira campeã mundial, no Palácio do Planalto, ele, já tendo bebido todas, cumpriu a promessa que fizera a um repórter, e virou uma cambalhota na rampa do palácio, quebrando todos os protocolos possíveis, e provocando o espanto do  chefe da nação! Mico em rede nacional!

Episódio 3: Não lembro em que ano, num ato surpreendente, posou peladão (segundo consta) para uma revista gay! Seria alguma crise existencial? Ou foi tudo apenas por uma graninha a mais?

Episódio 4: Em final de carreira, de volta ao Vitória - BA (onde começara como profissional), após uma passagem nem tão brilhante pelo Flamengo-RJ, ao ser questionado por não ter tido destaque naquela temporada, declarou: "Lá (no Flamengo), eles faziam de conta que me pagavam e eu fazia de conta que jogava!"

Hoje, quando algum jogador de qualquer time começa a embromar e a fazer corpo-mole, eu me pergunto se os cartolas não estarão fazendo de conta que pagam o seu salário!
Para mim, que não torcia por nenhum dos clubes pelos quais ele jogou, esses episódios são o suficiente para marcar este quase "genérico" do Dario, o famoso Dadá Maravilha, outra grande figuraça, também campeão do mundo (1970).
Dizem que seu apelido foi uma mistura de "vampiro"+"capeta"= Vampeta.
Seja como for, ele ficou registrado para mim como uma figura folclórica!
Parece que hoje treina uma equipe do interior paulista!