FRASE:

FRASE:

"Se deres um peixe a um homem, vais alimenta-lo por um dia; se o ensinares a pescar, vais alimenta-lo a vida toda."

(Lao-Tsé, filósofo chinês do séc. IV a.c.)

Mostrando postagens com marcador verão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador verão. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

NOVA ARMA PARA ASSEGURAR TERRITÓRIO


Rio, 15:30 hs.
Após enfrentar o calor infernal deste verão atipicamente seco (imaginem que este ano nem choveu no carnaval!) chego em casa, após uma longa viagem à Botafogo (muito longe para quem mora onde eu moro e saiu às 8:30 da manhã!). Claro que viajei protegido pelo casulo gelado da cabine do meu carro, ou certamente sucumbiria à desidratação na metade do caminho. Agradeço à FIAT pelo isolamento e pela eficácia do ar condicionado que colocou num modelo de carro popular como o Palio. Grazie mille!
Após um banho de água morna (já que é impossível obter água fria, numa casa onde a caixa d'água fica exposta ao calor!), ligo a TV e como na cozinha não tem decodificador de TV a cabo, fico assistindo ao canal de vendas, já que nos outros canais nesta hora nada há para ver.
E uma graciosa vendedora exibe os dotes de uma toalha felpuda, que me parece mesmo ser de boa qualidade. Espessa, com desenhos em alto relevo, se dobra e desdobra nas mãos ágeis da moça falante.
“Você já viu como fica todo mundo apertado na praia?” - Diz ela.
“Pois veja, essa toalha tem 1,00m X 1,50m ! Você estende ela na areia e o seu espaço está assegurado! Você fica com lugar para relaxar à vontade!”
Fiquei pensando que, geralmente eu jamais levaria uma toalha de tão boa qualidade para a praia!
As toalhas que eu costumava levar para a praia eram aquelas baratas, fininhas e vagabundas, com cores e desenhos berrantes visíveis em apenas um dos lados, que os camelôs da orla marítima vendiam, juntamente com guarda-sóis, esteiras, cadeiras e outros acessórios praianos.

 No meio de tanta gente, é importante garantir o seu território...

Mas agora, graças às artimanhas e à lábia de uma hábil e bonita vendedora, a velha toalha de praia, um pouco mais refinada, passa a figurar como mais uma arma de dominação territorial, para que cada um possa assegurar a posse temporária de seu pedaço de areia, sob o sol inclemente deste verão.
Clausewitz, o grande estrategista prussiano, com suas teorias de que uma boa defesa territorial seria uma arma para chegar à vitória, certamente aprovaria a tática da nossa jovem promotora de vendas.
Enquanto outros desenvolvem aviões invisíveis ao radar, helicópteros com visão noturna, fuzis com miras a laser, bombas “inteligentes” (*), e tanques com blindagens absorventes, uma jovem simpática e sorridente apresenta aos telespectadores um “arma” que pode assegurar a posse de 1,00 X 1,50 m de areia por uma manhã inteira, mais do que o suficiente para curtir o sol, as garotas e pelo menos uma dúzia de latinhas de cerveja!
Ah! Se os americanos soubessem disso! Não teriam perdido tantos soldados no Iraque e no Afeganistão! E areia lá é o que não falta! Garotas bonitas também não!

(*) Nota: Pelo menos para mim, "bomba inteligente" é a que não explode!

sábado, 11 de dezembro de 2010

DÁDIVAS TROPICAIS

No final do século passado, estive em Fortaleza, onde fiquei apenas por algumas horas, mas, no aeroporto, havia um local onde estavam à venda umas caixinhas com cajus muito bonitos, como costumam ser por aquelas bandas. Cada caixa continha acho que meia-dúzia de frutas. Comprei duas caixas, uma de cajus vermelhos e outra de amarelos.
Ao final da construção de minha casa atual, por volta de 2001, plantei no fundo do quintal duas mudas, originadas pelo plantio das castanhas, um pé do caju amarelo, outro do vermelho. Depois de alcançar o meu tamanho, as plantas começaram a florir, mas nada de frutas. Até que, no verão de 2004/2005, houve uma estiagem braba, ficou quase dois meses sem chover! Então o caju se sentiu à vontade, e deu caju "a dar com pau"! Essa planta adora o clima seco! Só deve ter sentido falta do solo arenoso! Depois, o caju se encolheu e só voltou a ter outra safra razoável no verão de 2006/2007. 

 Show de vitamina C! O verão de 2004/2005 foi particularmente bom para as minhas frutas tropicais. Aqui vemos uma pequena amostra da produção de quintal: acerolas, cajus vermelhos e amarelos (apenas um pé de cada tipo de fruta).

Agora, inesperadamente, mesmo com as chuvas recentes, o cajuzinho vermelho está florido e o amarelo deu um ar de sua graça! Ainda não dá para prever se será um bom ano, mas é um bom começo!

 O caju amarelinho (ainda verde) já dá um ar de sua graça! Mas, ainda não dá para prever se teremos uma boa safra!
A jaqueira, por sua vez, depois de uma colheita de mais de vinte frutos  de uma vez (haja jaca!) e de uma boa poda, se apresentou novamente para o serviço, invejosa dos cajueiros!

Depois da poda, a jaqueira se apresenta para o serviço!

Hoje, convivo no meu quintal com frutas que na minha infância eu nem sabia que existiam. Nas casas onde cresci, no sul, haviam pés de romã, limão-cidra, peras, pêssegos, uvas e laranjas.
No Nordeste, onde morei por dez anos, fui apresentado às deliciosas graviolas, mangabas, cajás e cajus, além de outras menos cotadas.

Aqui nos trópicos, plantei diversas frutíferas tropicais, quase todas com sucesso.
Infelizmente, os três coqueiros, após uma boa produção inicial, tem sido atacados por pragas que matam e fazem secar os cocos antes que alcancem o tamanho ideal.  Estou procurando soluções para este problema.