FRASE:

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"Se deres um peixe a um homem, vais alimenta-lo por um dia; se o ensinares a pescar, vais alimenta-lo a vida toda."

(Lao-Tsé, filósofo chinês do séc. IV a.c.)

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quarta-feira, 28 de março de 2012

QUANDO A NATUREZA PEDE SOCORRO

Esta manhã, contratei um rapaz que faz serviços de jardinagem no meu bairro para fazer algumas podas nas árvores do fundo do quintal.
As árvores costumam acabar encobrindo umas às outras, buscando receber o máximo de luz solar que é possível. E a única solução onde não há mais espaço é a poda, diminuindo a área de cobertura de cada uma.
Pois bem! Dali há pouco, o podador me chamou para ver uma coisa...
E, enroscada num galho da jaqueira, encontrei a 3ª jibóia no meu quintal, no período de um ano!  

 Foto feita pelo autor (clique para ampliar).

Esta não era tão grande como aquela do último Natal, nem tão pequena como a de abril do ano passado. Eu diria que era de um tamanho intermediário entre ambas.
Pelas protuberâncias que tinha no corpo, devia estar digerindo duas presas pequenas,  possivelmente filhotes de passarinho que foram apanhados em algum ninho nas árvores.

 
 Foto feita pelo autor (clique para ampliar).

Depois de devidamente enroscada em um galho, ela terve o mesmo destino das anteriores: o morro no final da rua, que no ano passado foi intensamente reflorestado pelos órgãos municipais com mudinhas de árvores, numa tentativa de recuperar os muitos anos de queimadas, provavelmente promovidas por pessoas que queriam transformar a área em pasto para vacas.
As vacas foram aprendidas pela prefeitura por estarem vagando pelas ruas do bairro, atrapalhando o trânsito, e as queimadas pararam de acontecer como por mágica.
Jeff Corwin, meu imitador do Animal Planet, com uma inofensiva e dócil sucuri venezuelana.
Esperamos que o poder público consiga refrear a maré imobiliária que ameaça acabar com as áreas verdes, habitat destes animais...
Para mim, essas aparições são claros pedidos de socorro da fauna que estamos extinguindo.
As visitas anteriores que recebi de ofídios estão relatadas em  SINAIS DOS TEMPOS e VISITANTE NATALINO . 
Estou ficando craque em apanhar estes animais. Acho que já entendo mais de jibóias que meu dublê gringo Jeff Corwin, do canal de TV por assinatura ANIMAL PLANET.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

JANE GOODALL: A LADY DOS CHIMPANZÉS

Se eu fizesse uma lista das pessoas que, sem ter conhecido pessoalmente, me causaram impressão ao longo de minha vida, uma presença certa seria Jane Goodall.
Nos anos 60, ao folhear uma revista National Geographic Magazine, vi uma reportagem onde aparecia uma jovem inglesa, lourinha e magricela como pareciam ser todas as inglesas, andando e interagindo entre um bando de chimpanzés na selva africana.
Foi a primeira visão que tive desta senhora que dedicou sua vida à causa que eu considero das mais nobres: a defesa dos animais.

 Jane, ainda mocinha, abriu mão da civilização para se dedicar aos chimpanzés.
Vejam a mordomia do Xipan!
Para mim, os animais são todos, do tubarão e do urso até aos nossos cães e gatos, as imagens da mais pura inocência. Tudo o que fazem é agir por instinto, e são desprovidos da maldade, que parece ser uma qualidade privativa da espécie chamada racional.
Não tenho a pretensão de publicar aqui uma biografia desta extraordinária figura humana, mas apenas chamar a atenção para sua existência, coisa que pode ter sido ignorada pela maioria dos leitores. Afinal, ela não foi uma atriz de Hollywood, nem top-model, nem se consagrou em nenhum esporte, e tampouco apareceu no palco cantando músicas de sucesso.

 O que não faltam são biografias de Jane Goodall.

Na versão portuguesa da Wikipédia, o que consta sobre ela é:
"Jane Goodall DBE, PHD, (Londres, 3 de abril de 1934, nome completo Valerie Jane Morris Goodall) é uma primatóloga, etóloga e antropóloga britânica.
Estudou a vida social e familiar dos chimpanzés (Pan troglodytes) em Gombe, Tanzânia, ao longo de 40 anos. Os seus estudos contribuíram para o avanço dos conhecimentos sobre a aprendizagem social, o raciocínio e a cultura dos chimpanzés selvagens.
É mensageira da paz da ONU, fundou o Jane Goodall Institute e é afiliada ao ao grupo defensor dos animais Humane Society of the United States. O seu trabalho é reconhecido e já foi homenageada em muitas ocasiões com honrarias acadêmicas diversas e prêmios científicos."
Filha de um negociante e de uma escritora de novelas, Jane quando menina ganhou de seu pai um chimpanzé de pelúcia que ela adorou e tem até hoje.
Após uma viagem a uma fazenda de amigos de seus pais na África, em 1958, ela se interessou pela vida selvagem e conseguiu emprego como secretária do famoso arqueólogo e paleontólogo Louis Leakey.
Leakey primeiro a enviou para diversos especialistas em comportamento animal, para habilita-la para a sua tarefa principal: estudar o comportamento dos chimpanzés, o que ele acreditava ser a chave para a compreensão da evolução dos primeiros hominídeos.

Jane, Dama do Império Britânico, festeja com seus amigos.
 
Em 1960, com 26 anos, Jane viajou para a Tanzânia com sua mãe, para iniciar seu trabalho. Uma de suas primeiras descobertas foi que os chimpanzés, até então tidos como vegetarianos, não só comiam carne, como eram capazes de fabricar ferramentas para apanhar besouros para comer.
Como até ali, era considerado exclusividade humana a fabricação de ferramentas, isto levou Leakey a declarar: "Ou redefinimos o homem, ou o termo ferramenta, ou admitimos os chimpazés como humanos."
Em 1965, com uma tese sobre o comportamento dos chimpanzés, ela obteve seu Phd em Etologia na Universidade de Cambridge.
Ela continuou se aprofundando nas suas pesquisas e sendo muito requisitada para conferências sobre suas descobertas.
Em 1977, ela fundou o JANE GOODALL INSTITUTE (http://www.janegoodall.org/jane-goodall), uma fundação para pesquisas e proteção ambiental aos habitats dos chimpanzés de Gombe e em outros locais.
Apesar de tudo, alguns críticos contestaram sua metodologia, taxada de não-convencional. Coisas como atribuir nomes ao invés de números aos chimpanzés objetos de estudo, segundo eles, denotariam envolvimento emocional e falta de objetividade. Também o fato de as observações de Goodall terem sido feitas com grupos de chimpanzés que recebiam alimentação sugere para alguns que distorções de comportamento particulares a estes grupos estariam sendo generalizadas. Porém, a própria pesquisadora afirmou ter levado em conta essas diferenças. Pesquisadores do seu instituto declararam também que a alimentação é que tornou possível a observação do comportamento dos animais,  muito difícil em condições naturais.

 O olhar sereno no infinito...Hoje, Jane Goodall é requisitada para palestras em diversos países do mundo.

Em 2002, Jane Goodall foi nomeada Mensageira da Paz pela ONU, e em 2004 foi agraciada como Dama da Ordem do Império Britânico. Ela também é detentora da Legião de Honra da França, da Medalha da Tanzânia, além dos prêmios Kyoto, do Japão e Príncipe de Astúrias da Espanha, e outras citações internacionais de diversas fundações ambientais.
Jane foi casada duas vezes, a primeira em março de 1964, com um nobre holandês, o fotógrafo de vida selvagem barão Hugo van Lawick. Ela passou a ser chamada baronesa Jane van Lawick-Goodall. Em 1967, tiveram um filho chamado Hugo.  O casal se divorciou em 1974, e no ano seguinte, ela voltou a casar-se, desta vez com Derek Bryceson, parlamentar tanzaniano, diretor dos parques nacionais do país. Derek morreu de câncer em 1980.
Jane é autora de diversos livros, alguns em co-autoria, sobre suas observações a respeito dos animais e seu meio ambiente. Também tem sido objeto de inúmeras matérias em revistas como National Geographic Magazine, documentários em canais de TV a cabo, e biografias. Atualmente, é requisitada para conferências em diversos países. Suas palestras, apesar de possuirem embasamento científico, são também mensagens de amor pela natureza e pelos animais. Recentemente, sua passagem pela China foi documentada pelo canal de TV a cabo NatGeo.