FRASE:

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"Se deres um peixe a um homem, vais alimenta-lo por um dia; se o ensinares a pescar, vais alimenta-lo a vida toda."

(Lao-Tsé, filósofo chinês do séc. IV a.c.)

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sábado, 4 de junho de 2011

MAIS UMA...

Notícia do site do jornal O Globo:

MEC abre sindicância para apurar falha em livro com erros grosseiros de matemática

Publicada em 03/06/2011 às 19h43m
BRASÍLIA - O Ministério da Educação pediu à Controladoria Geral da União (CGU) para abrir sindicância e apurar os responsáveis por erros encontrados numa publicação distribuída pelo MEC para escolas rurais em todo país no final do ano passado. Técnicos do próprio ministério descobriram textos com frases que não terminam, contas aritméticas com resultado errado e ainda outros problemas de revisão em publicação produzida pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad).
Um dos erros mais gritantes está no livro de matemática: lá está escrito:
10 - 7 = 4 !
Foram distribuídos 200 mil exemplares da coleção, que tem 35 volumes e custou R$ 14 milhões.

Mas, afinal, qual o problema?
Para que esses caipiras precisam saber tudo tão certinho? Se alguém tem 10 batatas e tirar 7, pode ter até mais de 4! Depende do tamanho das batatas, sô! Tem batata que vale mais do que a outra!

Diversidade étnico-racial: como vemos nesta tomada da merenda escolar, não há distinção de raça nem de cor!

Diz a mesma notícia que o secretário executivo dos Direitos Humanos, Sr. André Lázaro, pediu demissão nesta sexta-feira. Era ele o chefe do SECAD, quando foi feita a distribuição dos tais livros.
O que é SECAD?
Segundo o portal do MEC:
"A Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), criada em julho de 2004, é a secretaria mais nova do Ministério da Educação. Nela estão reunidos temas como alfabetização e educação de jovens e adultos, educação do campo, educação ambiental, educação em direitos humanos, educação escolar indígena, e diversidade étnico-racial, temas antes distribuídos em outras secretarias. O objetivo da Secad é contribuir para a redução das desigualdades educacionais por meio da participação de todos os cidadãos em políticas públicas que assegurem a ampliação do acesso à educação."

Bonito nome, né?
Alguém aqui tem no seu currículo " educação em direitos humanos"?
O que tem a ver "diversidade étnico-racial" com a educação? Tem raças mais burras do que as outras? Deve ser por isto que algumas devem se contentar em aprender errado (oops, inadequado!), pois não tem capacidade para aprender o certo!
Parece que estão mesmo "reduzindo as desigualdades educacionais", tornando a todos ignorantes no mesmo grau!
Eu me pergunto se é mesmo possível tanta incompetência ou se existe algo de intencional em confundir a cabeça dos alunos, acostuma-los a tolerar as coisas erradas e não se preocupar com a qualidade!
De qualquer forma, pelo menos eu fico sabendo o que estão fazendo com os impostos que eu pago!
Ainda bem que a minha máquina do tempo está enguiçada! Assim, não posso ver o futuro do nosso país!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

MINISTERIU DA ISTUPIDEZ

O autor, equus-sapiens, agradecido ao MEC por não sofrer mais com "preconceitos".
 
Notícia na edição Online d'O Globo, em 16-mai-2011:

MEC lava as mãos no caso dos livros com erros

RIO - O Ministério da Educação informou que não se envolverá na polêmica sobre o livro com erros gramaticais distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático, do próprio MEC, a 485 mil estudantes jovens e adultos. O livro "Por uma vida melhor", da professora Heloísa Ramos, defende uma suposta supremacia da linguagem oral sobre a linguagem escrita, admitindo a troca dos conceitos "certo e errado" por "adequado ou inadequado". A partir daí, frases com erros de português como "nós pega o peixe" poderiam ser consideradas corretas em certos contextos.
Não somos o Ministério da Verdade. O ministro não faz análise dos livros didáticos, não interfere no conteúdo. Já pensou se tivéssemos que dizer o que é certo ou errado? Aí, sim, o ministro seria um tirano - afirmou ontem um auxiliar do ministro Fernando Haddad, pedindo para não ser identificado.

Opiniões expressas na mesma reportagem ou nos seus links:

Opinião da escritora Ana Maria Machado, imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL): 

"Custo a crer que seja exatamente isso que a notícia traz, descontextualizado. Se for, é um absurdo total. Equivale a pretender aceitar que dois mais dois possam ser cinco, com a 'boa intenção' de derrubar preconceitos aritméticos. Para evitar a noção de 'errado', prefere-se, então, esse paternalismo condescendente de não corrigir."

Opinião do escritor Luiz Antônio Aguiar, Presidente da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil e professor do curso "Formação de leitores e jovens leitores", da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro: 

"Está valendo tudo. Mais uma vez, no lugar de ensinar, vão rebaixar tudo à ignorância. Estão jogando a toalha. Isso demonstra falta de competência para ensinar. Imagina um jogo de futebol sem as linhas do campo. Como vão jogar futebol sem saber se a bola vai sair ou não? O que determina as regras é a gramática. Faltam critérios. É um decréscimo da capacidade de comunicação."

Opinião da professora Mírian Paura, do Programa de Pós-graduação em Educação da Uerj:

"Não tem que se fazer livros com erros. O professor pode falar na sala de aula que temos outra linguagem, a popular, não erudita, como se fosse um dialeto. Os livros servem para os alunos aprenderem o conhecimento erudito."

COMENTÁRIO deste leigo editor:

Certamente, o MEC não é o Ministério da Verdade! Mas é o ministério do quê, afinal?
Se “não faz análise dos livros didáticos, não interfere no conteúdo”;
se não quer a responsabilidade de dizer qual a forma certa de se escrever na língua nacional;
se acha que é “tirania” ensinar os alunos a escrever corretamente;
se acha mais importante ficar ensinando formas de se encarar a sexualidade dos alunos;
se aconselha instituições de ensino a abrir mão de avaliações e a aprovar alunos sem aproveitamento;
se nada faz para melhorar a qualidade do ensino fundamental;
se para compensar isto atropela a constituição, criando critérios raciais para aprovação nos vestibulares;
então, para que serve afinal esta entidade?

NOTA: meu texto deve conter alguns erros de português (fora o título), pois não sou exatamente membro da ABL; mas, não considero "preconceito" nem "tirania" se me corrigirem!